segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pano da Costa


Também conhecido como alaká, pano-de-alaká ou pano-de-cuia, o pano-da-costa é de origem africana e compõe a indumentária da roupa de baiana. Seu uso está intimamente ligado ao âmbito das religiões afro-brasileiras e obedece às cores simbólicas dos orixás. Sua denominação faz referência à costa africana, mais precisamente a ocidental, local de origem dos muitos produtos trazidos para o Brasil, especialmente para o recôncavo baiano.

De formato retangular – o tamanho padrão é de dois metros de comprimento por 60 centímetros de largura, é composto de faixas, tecidas em tear horizontal, depois, costuradas manualmente, formando padrões, em geral geométricos e bicolores, que seguem as texturas dos fios de algodão combinados com os de seda, caroá e outros materiais.

Seguindo esses padrões formais, o pano-da-costa – usado sobre um ombro, pendendo uma das pontas sobre o peito e a outra sobre as costas – adquire sua identidade de produto que integra a roupa tradicional de baiana e suas variações sociais e religiosas. 

Listrado, liso, estampado ou bordado em richelieu ou renda, é por meio dele que a mulher demonstra sua posição hierárquica na organização sócio-religiosa dos terreiros.

Sendo este presença e distintivo do posicionamento feminino nas comunidades religiosas afro-brasileira, o pano-da-costa, não é apenas um complemento da indumentária da mulher; é a marca do sentido religioso nas ações da mulher como iniciada ou dirigente dos terreiros.

Observemos a profunda conotação sócio-religiosa desse simples pedaço de tecido, que atua em tão diversificadas situações, desempenhando papéis dos mais significativos e necessários para a sobrevivência dos rituais africano.

O pano-da costa é assim chamado por ter sido um tipo de tecido vindo da costa dos escravos, Costa Mina, Costa do Ouro.

O tecido original foi substituído por outros tipos de tecidos, o que não diminui em nada as funções do pano-da-costa.

A situação do pano-da-costa é de maior importância, se colocarmos a presença da mulher como símbolo do poder sócio-religioso e arquétipo dos valores mágicos da fertilidade, isso motivado pelas formas anatômicas características da mulher.

O pano-da-costa é de uso exclusivo da mulher nos cultos afro-brasileiro, porque uma das principais funções do mesmo é proteger os orgãos reprodutores das mulheres, das Yamis, já que as energias emanadas das mesmas prejudicam muito todo o aparelho reprodutor da mulher.

Nos rituais no candomblé, o sirrum/axexê as mulheres usam dois panos-da-costas branco: um protegendo seus ventres e outro sobre os ombros como uma capa que envolve todo o seu colo e seios.

De alguns anos para cá os homem aderiram o pano-da-costa, mas nenhum deles até agora explicou o porque de usá-lo e nem podem explicar pois o mesmo é de uso exclusivamente feminino.

Pano da Costa na cintura ou no peito é demonstração de trabalho, assim usados no barracão, quando em função religiosa. Caso contrário, no dia-a-dia do terreiro pode ser “jogado” sobre o ombro direito e se mantém esticado ao longo do tronco. Não se “dança” sem esta peça da indumentária.

Mesmo fora do trabalho, para visita ou passeio o seu uso é indispensável. Em casas tradicionais, quando uma iniciada chega sem o pano da Costa é comum a proprietária do terreiro emprestar um à visitante, que, em sinal de educação ou respeito, coloca-o sobre o ombro direito ou, se entrar na roda, usa-o de maneira adequada à sua posição dentro da hierarquia do Candomblé.

O pano da Costa é a peça de maior significado histórico dentro do vestuário africano, em conjunto com o torso. O uso de saia, Camisu ou bata e pano da Costa são indispensáveis dentro do Axé... A maneira de amarrar, colocar ou “enrolar” o pano varia de acordo com a situação, o ritual desenvolvido ou a posição hierárquica.

Pano da Costa é a redução do termo "Pano da Costa do Santo", e referia-se aos panos de adorno, espécie de xales longos, que integravam o traje típico das africanas e das crioulas da Bahia.

Chamam-se panos da costa, aos tecidos artesanais de origem africana. Tais como os demais produtos importados da África, sabão da Costa, limo da Costa, búzio da Costa, e que tinham uso popular, são conhecidos pelo adjetivo "da Costa", muito embora a origem de alguns deles seja várias e ainda controversa.

A princípio esta denominação estendia-se a todos os tecidos importados da África, qualquer que fosse a sua aplicação; o uso lhe foi restringindo o campo até a limitação ao xale. O pano da Costa é, portanto, uma peça de vestimenta tecida de algodão, lã, seda ou ráfia — às vezes em dupla associação desses elementos — que a baiana deita sobre pontos diversos das suas vestes, às vezes, ajustando-o ao corpo em formas convencionais e relativas às diferentes funções que se apresta a desempenhar momentaneamente.

A África negra tem uma longa tradição têxtil, onde a variedade de materiais é tão grande quanto os estilos encontrados. Utilizados como roupa, os tecidos serviram também de moeda, foram utilizados como mensageiros e objetos estéticos.

Os primeiros "tecidos" foram realizados com casca de árvore batida; muito difundidos antigamente numa grande parte do continente, eles são encontrados atualmente sobretudo nas populações da África central, onde são, na maioria das vezes, decorados com tintas vegetais.

A tecelagem só foi desenvolvida bem mais tarde, a partir do século 11, mesmo se tecidos ricamente trabalhados já eram importados dos países da África do norte, do Egito e da península arábica para vestir as populações das grandes cidades portuárias das costas orientais assim como os membros das classes nobres dos reinos do deserto do Sahel.

Nesta mesma época, a expansão do islã, introduzindo novos códigos vestimentários, desempenhou um papel importante no desenvolvido que sofreram os tecidos, sobretudo na África ocidental.

Os tecidos de fabricação local constituíram durante muito tempo bens raros e preciosos; marcas de poder e de riqueza, reservados a uma elite, eles foram integrados como moeda para troca, graças aos quais era possível estimar o preço de uma mercadoria e comprá-la.

Desde sua chegada nas costas do continente, no século XV, os traficantes europeus exploraram as possibilidades comerciais que ofereciam esta nova "moeda" e encorajaram indiretamente a produção textil local devido à sua utilização.

A quantidade de tecidos detidos por cada família foi considerada durante muito tempo uma marca de riqueza e de poder em muitas sociedades africanas.



sexta-feira, 30 de março de 2018

Logum Edé, o orixá da magia e da boa sorte


Estava Oxóssi o rei da caça a caminhar por um lindo bosque em companhia de sua amada esposa Oxum, dona da beleza da riqueza e portadora dos segredos da maternidade.

Quando de seu passeio, foi avistado por Oxum um lindo menino que estava a beira do caminho a chorar, encontrando-se perdido. Oxum de pronto agrado, acolheu e amparou o garoto, onde surgiu nesse exato momento uma grande identificação, entre ele, Oxum e Oxóssi. 

Durante muitos anos Oxum e Oxóssi, cuidaram e protegeram-lhe, sendo que, Oxum procurou durante todo esse tempo a mãe do menino, porém sem sucesso, resolveu tê-lo como próprio filho. O tempo foi passando e Oxóssi, vestiu o menino com roupas de caça e ornamentou-o com pele de animais, proveniente de suas caçadas. 

Ensinou a arte da caça, de como manejar e empunhar o arco e a flecha, ensinou os princípios da fraternidade para com as pessoas e o dom do plantio e da colheita, ensinou a ser audaz e a ter paciência, a arte e a leveza, a astúcia e a destreza, provenientes de um verdadeiro caçador. 

Oxum por sua fez, ensinou ao garoto o dom da beleza, o dom da elegância e da vaidade, ensinou a arte da feitiçaria, o poder da sedução, a viver e sobreviver sobre o mundo das águas doces, ensinou seus segredos e mistérios. 

Foi batizado por sua mãe e por seu pai de Logum Edé, o príncipe das matas e o caçador sobre as águas. Viveu durante anos sobre a proteção do pai e da mãe, tornando-se um só, aprendendo a ser homem, justo e bondoso, herdando a riqueza de Oxum e a fartura de Oxóssi, adquirindo princípios de um e de outro, tornando-se herdeiro até nos dias de hoje de tudo que seu pai Oxóssi carrega e sua mãe Oxum leva. 

Esse é Logum Edé.


quarta-feira, 28 de março de 2018

Terreiro não é bazar!


Terreiro não é bazar...

Terreiro de umbanda não é lâmpada mágica que esfrega, sai um guia e realiza um pedido. Terreiro de umbanda não é como uma varinha mágica que você sacode aparece um guia e realiza um desejo. É preciso compreender e entender que questões espirituais não é para brincadeira é para evolução do espírito. 

Um terreiro não existe para satisfazer o ego para dar coisas materiais. Um terreiro existe para cuidar do espírito e dar forças para que o espírito busque na matéria aquilo que ele deseja.

Então não olhemos para um terreiro de umbanda como uma loja, um comércio onde eu pago e levo o que quero. Até porque dentro de um terreiro os ensinamentos são, evolução, respeito, caridade, amor, fraternidade, união, luz, paz e esses sentimentos não se podem pagar eles são ensinados e cultivados não comprados. 

Na Umbanda não existe pague e leve. Na Umbanda existe aprenda e evolua, busque e conquiste.

A grande maioria das pessoas  gasta os dias esperando os dias passarem. Esperando as horas avançarem, as semanas acabarem, os meses terminarem, os anos virarem, mas elas não esperam quase nada de si. Elas querem que os relógios deem conta de conquistar a vida por elas.

Tia Maria de Angola.


terça-feira, 27 de março de 2018

7 coisas que você só descobre depois de se tornar Umbandista


1 – Usar branco não é fácil.

Pode parecer que é fácil, mas não é. 

Essa cor traz uma responsabilidade enorme. Você terá que aprender a vigiar seus atos, zelar pelo seu espiritual e entender que há irmãos que precisam, naquele momento, mais do que você. 

Então, você trocará festas, shows, amigos, bebidas e um dia de descanso, para se doar algumas horas para uma pessoa que você nunca viu e provavelmente nunca mais vai ver, mas posso te garantir, vale a pena.

2 – Você é um médium 24 horas por dia e não só no terreiro.

Não adianta você se enganar dizendo que é médium só no terreiro porque você não é. A mediunidade faz parte de você, sempre fez, e isso não vai mudar. Aos poucos você vai descobrir isso e entender que a espiritualidade não é culpada pela sua colheita. Eles te mostram um caminho, mas você tem um livre arbítrio e realiza suas próprias escolhas. Você planta, você colhe.

3 – As entidades não estão ali de brincadeira.

Nenhuma entidade está ali de brincadeira. Todas elas, sem exceção, estão ali para trabalhar, ensinar e também aprender, por isso, ouça-os com atenção e trate-os com muito carinho e respeito.

4 – Exu é uma entidade de Lei.

Você vai entender que Exu não está ali para brincar, beber, fumar, dar em cima de alguém ou amarrar uma pessoa. Não. Eles não são assim. Exus e Pombo Giras são entidades que trabalham nos planos inferiores sob a Lei do Pai Maior. São eles que nos protegem na entrada, na saída e nas encruzilhadas dessa vida. Alguns são brincalhões outros mais firmes, mas todos carregam consigo a seriedade em seu trabalho, se utilizando somente da energia da bebida e do fumo, nada mais. E se for preciso Exu trabalhar sem a bebida ou o fumo, ele trabalhará, sem dúvidas.

5 – É preciso ajudar e não só participar.

Ser médium e fazer parte de um terreiro não é só chegar no dia da gira e fazer seu trabalho. Não. Não é assim. 

O chão que você encontrou limpo, alguém limpou. A vela que você usou, alguém comprou. O banho que você tomou, alguém macerou. O local que você está, a luz que você utiliza e a água que você bebe, alguém pagou. Então, ajude… 

Ajude a limpar quando puder, leve o seu material de trabalho e, toda vez que possível, auxilie na compra daquilo que falta na casa, colabore com o que conseguir para a manutenção do aluguel, da água e da luz. Não. Isso não é sua obrigação, eu sei, mas também não é minha e nem do dirigente que ali se encontra. A obrigação é nossa. Nós temos que manter e cuidar do lugar onde nossa espiritualidade escolheu para trabalhar.

6 – Cansa.

Isso eu preciso te falar: irmão, cansa. Existe um antes, durante e depois, vou explicar:

ANTES de todo e qualquer trabalho, o terreiro precisa ser limpo da maneira correta e as firmezas precisam ser devidamente cuidadas. Você precisará se alimentar de maneira correta, tomar seu banho de defesa, acender suas velas e se direcionar ao terreiro, algumas horas antes do inicio dos trabalhos, para ajudar, tentando permanecer sempre em silêncio.

DURANTE todo e qualquer trabalho, você estará fornecendo e recebendo energias, então, é importante que o processo do ANTES tenha sido cumprido com rigor. Se você for médium de passe, lidará diretamente com energias. Se você for cambono, também lidará diretamente com energias, por isso, em todos os casos e cargos, é importante manter a firmeza.

DEPOIS de todo e qualquer trabalho, é preciso deixar o ambiente limpo de novo, então, pegue a vassoura, a pá, a esponja e mãos a obra. Dia seguinte você com certeza estará com o corpo dolorido, entretanto, digo mais uma vez a você: vale a pena.

7 – Você vai se apaixonar.

Independentemente dos seis itens acima, você vai se apaixonar. Seja você um cambono, um médium de passe, um médium em desenvolvimento, um futuro sacerdote ou um simples consulente, esteja você na corrente ou na assistência, você vai se apaixonar por essa religião e nada, NADA, vai pagar a sensação de paz que vai te invadir ao receber um abraço sincero de alguém que você nunca viu, ao ver um sorriso no rosto de quem chegou chorando, ao ouvir o mais simples e sincero “obrigado”… Nada vai pagar, nada paga por essa sensação...



sexta-feira, 23 de março de 2018

Iansã ajuda Iemanjá


Exu foi chamado ao reino de Olokun, senhor dos mares, para um trabalho que somente ele poderia realizar. Ao chegar à sala do trono, ficou encantado ao conhecer Iemanjá, a filha do rei, que andava pelo salão a procura de uma jóia que tinha perdido. A beleza da moça era indescritível e Exu sentiu o ardor da paixão queimar-lhe o peito.

Saiu determinado a cumprir a missão e voltar o quanto antes para pedir a mão da princesa. Nunca ele fora tão rápido no cumprimento de uma tarefa quanto naquela. Em dois dias estava de volta, apresentando as provas do sucesso da empreitada. Olokun ficou contentíssimo e ofereceu ao rapaz grandes riquezas, mas este foi inflexível. 

A ele somente interessava casar-se com Iemanjá. O monarca ficou extremamente irritado com tamanha audácia e mandou que o colocassem para fora de seus domínios. Exu jurou vingança. Nunca ninguém o tinha tratado daquela forma e não engoliria a desfeita tão facilmente.

Durante semanas nada mais fez a não ser arquitetar um plano para raptar a princesa. Certa manhã, Iemanjá, com um imenso séquito, passeava pelas areias da praia, quando um imenso buraco se abriu a seus pés e a tragou para seu interior. 

Foi tudo tão rápido que ninguém pôde fazer nada. A fenda se fechou como se ali nada jamais houvesse acontecido. Os escravos desesperaram-se, como contar ao rei o sucedido? Certamente seriam mortos sem piedade. Não havia quem não conhecesse a fúria real. Pensando dessa forma todos fugiram e nunca mais apareceram para testemunhar o ocorrido. Enquanto isso, nas profundezas da terra, Exu desvelava-se em carinho e atenção para ganhar o amor de Iemanjá.

Desesperado com o sumiço da filha, o velho rei foi procurar um Babalaô que lhe contou exatamente o que tinha acontecido e o aconselhou a procurar por Iansã, jovem guerreira que nada temia e, por sua rara beleza, poderia granjear a simpatia de Exu. 

Iansã foi chamada e prontificou-se a buscar a jovem. Providenciou uma oferenda a Ifá, pedindo proteção e força, e partiu para o resgate.

Depois de muito andar, sentiu sob os pés a quentura que denunciava a presença do sequestrador. Brandiu sua espada no ar, chamando os raios de seu domínio, e enfiou-a na terra com toda a força. 

Uma cratera se formou e a guerreira foi descendo lentamente. Logo avistou a bela moça sentada a um canto chorando copiosamente, a seu lado Exu afagava-lhe os longos cabelos fazendo juras de amor eterno.

- Vim buscar a princesa! - Seu tom de voz não deixava dúvidas, viera disposta a tudo.

- Como ousa invadir meu reino e ainda por cima ditar-me ordens? - Exu gritava descontrolado - Minha princesa daqui não sai! - Apontou para os pés de Yansã e um círculo de fogo se formou em torno dela, impedindo seu avanço.

- Não discutirei com você, peço a intercessão de Orunmilá, para cumprir a missão para a qual fui incumbida! 

Raios começaram a se espalhar por todo o espaço, uma ventania muito forte envolveu o corpo de Iansã, que assim chegou perto da moça que a tudo assistia perplexa. 

O homem foi jogado contra uma parede atingido pela violência do vento. Um redemoinho as envolveu transportando-as para o reino de Olokun.

O mar se abriu dando passagem para o pequeno tufão cavalgado por Iansã. Dos olhos do rei correram lágrimas de alegria e gratidão quando avistou em meio ao tormento o rosto da querida filha.

Iemanjá e Iansã tornaram-se amigas pela eternidade. Exu ainda está no interior da terra, algumas vezes chora por uma e pragueja contra a outra. Hoje muitos terreiros cantam que em pleno mar havia duas ventarolas. É a essa história que se referem!


quinta-feira, 22 de março de 2018

Cafundó


"Olê lê eu vim te ver, olá lá vim te buscar, olê lê cadê você, olá lá chega prá cá!"

Hoje a dica é o filme "Cafundó" com Lázaro Ramos. O filme conta um pouco sobre a nossa cultura e faz analogia a algumas entidades da umbanda como, por exemplo, a pombogira, exu, os orixás e o preto velho...

A história se passa em Sorocaba, São Paulo, século XIX, onde o escravo João de Camargo fica liberto e junto com seu companheiro Ciniro, ele começa a trilhar um caminho que vai levá-lo à sua missão: ajudar as pessoas necessitadas com o seu dom.

O filme mostra João se transformando em um líder de uma crença da mistura do cristianismo com a cultura de raízes africanas e indígenas. 

Filmado em 2003 no Paraná e São Paulo, Cafundó foi vencedor da edição de 2005 do Festival de Gramado, recebendo os Kikitos de Melhor Ator (Lázaro Ramos), Melhor Direção de Arte (Vera Hamburger), Melhor Direção de Fotografia (José Roberto Eliezer), Prêmio Especial do Júri e Prêmio Especial RGE (Rio Grande Energia) de Melhor Fotografia. 

Mesmo assim, demorou para entrar em cartaz no circuito comercial, mostrando que o cinema brasileiro ainda não tem tanto espaço entre o público e os exibidores em seu próprio país.

Vocês podem encontrar o filme em DVDs ou assistir no canal do Otávio Oliveira. Lembrando que este filme tem censura para menores de 16 anos.




quarta-feira, 21 de março de 2018

Chamado da umbanda


Não temos tempo a perder, a Umbanda nos chama.

Um chamado para nos religarmos com o sagrado que existe em nós.

Um chamado para adorarmos a Deus através de suas divindades, os Orixás.

Um chamado para melhorarmos a nós mesmos, para melhorarmos o universo ao nosso redor.

Um chamado para praticarmos a caridade, e estendermos todo o bem aos nossos semelhantes.

A Umbanda nos chama para a fé, e a fé faz o milagre acontecer.

A Umbanda nos chama para o amor, e o amor faz o ódio desaparecer.

A Umbanda nos chama para o conhecimento, e o conhecimento destrói a ignorância.

A Umbanda nos chama para vivermos e não apenas sobrevivermos.

A Umbanda nos chama para nos lembrar que se não damos o que recebemos, fatalmente perderemos o que temos.

A Umbanda nos chama para sentirmos o que antes não se sentia, para nomearmos os nossos sentimentos.

Sentir a calma, a paz, a vida, o tempo, a luz, a força, a esperança.

Viver com fé, com foco, com determinação, com coragem, com prazer.

Para estarmos próximos de Deus e Deus perto da gente.

A Umbanda é para todos que desejam ser plenos como seres espirituais vivendo experiencias humanas, para todos que querem razão para viver, razão para ser, razão para fazer.

A Umbanda nos chama para “fora” da escuridão de nossas mentes doentes e de nossas almas feridas, para “fora” das pertubações, do orgulho e do egoísmo.

O chamado que a Umbanda faz, é ” Venha sentir o corpo arrepiar, o coração acelerar, as lágrimas escorrerem pelo seu rosto enquanto seu sorriso mostra a felicidade interior que sentes”.

E também: “Venha como estás, e se permita ser transformado”.

O chamado que a Umbanda faz é “Venha, eu estava te aguardando, que bom que você chegou, espero que você fique. Bem vindo a ‘manifestação do espírito para a caridade', bem vindo ao meu colo e aos meus braços, sou eu quem te chamo e me chamo Umbanda”!