quinta-feira, 5 de abril de 2018

Cavaleiro da estrela guia


Este livro é um dos romances psicografados mais lindo que já li! Apesar de ser longo, a história vem com uma linguagem simples e gostosa de ler, e por causa disso, nos envolve de uma tal forma, que enquanto a história não acaba a gente não para de ler...

O romance conta a história de Simas Amoeda, um ex-juiz da Santa Inquisição que, por ingenuidade, levou o seu pai à morte na fogueira e que, a partir dessa decepção, saiu pelo mundo vindo aportar no Brasil, onde conheceu João de Mina, um velho negro escravo, a quem chamou de pajé negro e com ele aprendeu sobre os orixás. Além de conviver com os negros, Simas também conviveu com os índios, onde aprendeu o segredo e o poder das ervas.

No meio de seu caminho, conheceu seus amores e seu grande ponto de força que vinha do mar e que lhe presenteou com uma linda e poderosa estrela, que o guiava sempre. 

Em edições antigas a saga era dividida em três volumes, hoje podemos encontrar a saga completa em um único volume.

Essa é  uma dica de leitura, onde você encontrará várias referências da nossa querida e amada umbanda! E aí? Você gostou da nossa dica de hoje? Tem alguma sugestão para compartilhar? Deixe em seus comentários aqui embaixo! 




quarta-feira, 4 de abril de 2018

A vida ensina!


Maria Eduarda era uma pessoa orgulhosa e trabalhava como faxineira em um restaurante. Ela detestava o trabalho que fazia, pois acreditava que era algo menor, inferior, mas não tinha escolha, pois precisava do dinheiro para se sustentar. Ela tinha que engolir seu orgulho e aprender a ser humilde. A vida estava lhe ensinando a virtude da humildade.

Jonathan era um rapaz muito preguiçoso. Não gostava de trabalhar e nem de estudar. Seus pais tiveram uma crise financeira e começaram a perder tudo o que tinham. Jonathan estava agora numa encruzilhada, pois precisava tomar uma atitude e arranjar um emprego, assim como iniciar seus estudos. A vida estava lhe ensinando o valor do esforço e a sair do conformismo.

Elaine era uma pessoa muito nervosa, irritada e não admitia receber ordens. Trabalhava em um banco quando certo dia houve uma mudança na equipe. O novo chefe era um homem autoritário e começou a pegar no pé de Elaine. A moça, muito irritada, não podia responder nem brigar com ele, caso contrário seria demitida. Por isso foi obrigada a se controlar e a relevar certas atitudes do chefe. A vida estava lhe ensinando a ser uma pessoa menos nervosa e mais tranquila.

Augusto era um homem muito organizado, muito certinho e tinha horror a desorganização. Tinha crenças muito rígidas e era bastante conservador. Certo dia, conheceu e se apaixonou por uma mulher que era o oposto dele. A moça era liberal, não ligava para organização e não cultivava as mesmas crenças que ele. Augusto detestava esse jeito da moça, mas a amava muito, e por isso, foi obrigado a conviver com as diferenças e teve que se tornar uma pessoa mais aberta. A vida estava lhe ensinando o respeito as diferentes visões de mundo e comportamentos, abrindo sua mente.

A vida sempre nos coloca em situações que nos obrigarão a rever nossos comportamentos, valores e crenças e a nos tornarmos pessoas melhores. Não reclame ou fique brigando com as circunstâncias, mas procure decifrar sua mensagem.  Nada disso é ruim, mal ou negativo, mas é apenas a força e a inteligência da vida tentando te ensinar algumas lições de sabedoria.

E você, que está passando por algum sofrimento, reflita… O que a vida está querendo te ensinar?



segunda-feira, 2 de abril de 2018

Festa do senhor 7 Porteira e senhora Maria Padilha - 2018


Neste sábado, dia 31 de março de 2018, o Terreiro de Ogum de Lei realizou a festa em homenagem a estas duas grandes entidades: senhor Exu 7 Porteira e a senhora Pombagira Maria Padilha! A festa estava linda! Dá uma olhada nas fotos abaixo... 






Pano da Costa


Também conhecido como alaká, pano-de-alaká ou pano-de-cuia, o pano-da-costa é de origem africana e compõe a indumentária da roupa de baiana. Seu uso está intimamente ligado ao âmbito das religiões afro-brasileiras e obedece às cores simbólicas dos orixás. Sua denominação faz referência à costa africana, mais precisamente a ocidental, local de origem dos muitos produtos trazidos para o Brasil, especialmente para o recôncavo baiano.

De formato retangular – o tamanho padrão é de dois metros de comprimento por 60 centímetros de largura, é composto de faixas, tecidas em tear horizontal, depois, costuradas manualmente, formando padrões, em geral geométricos e bicolores, que seguem as texturas dos fios de algodão combinados com os de seda, caroá e outros materiais.

Seguindo esses padrões formais, o pano-da-costa – usado sobre um ombro, pendendo uma das pontas sobre o peito e a outra sobre as costas – adquire sua identidade de produto que integra a roupa tradicional de baiana e suas variações sociais e religiosas. 

Listrado, liso, estampado ou bordado em richelieu ou renda, é por meio dele que a mulher demonstra sua posição hierárquica na organização sócio-religiosa dos terreiros.

Sendo este presença e distintivo do posicionamento feminino nas comunidades religiosas afro-brasileira, o pano-da-costa, não é apenas um complemento da indumentária da mulher; é a marca do sentido religioso nas ações da mulher como iniciada ou dirigente dos terreiros.

Observemos a profunda conotação sócio-religiosa desse simples pedaço de tecido, que atua em tão diversificadas situações, desempenhando papéis dos mais significativos e necessários para a sobrevivência dos rituais africano.

O pano-da costa é assim chamado por ter sido um tipo de tecido vindo da costa dos escravos, Costa Mina, Costa do Ouro.

O tecido original foi substituído por outros tipos de tecidos, o que não diminui em nada as funções do pano-da-costa.

A situação do pano-da-costa é de maior importância, se colocarmos a presença da mulher como símbolo do poder sócio-religioso e arquétipo dos valores mágicos da fertilidade, isso motivado pelas formas anatômicas características da mulher.

O pano-da-costa é de uso exclusivo da mulher nos cultos afro-brasileiro, porque uma das principais funções do mesmo é proteger os orgãos reprodutores das mulheres, das Yamis, já que as energias emanadas das mesmas prejudicam muito todo o aparelho reprodutor da mulher.

Nos rituais no candomblé, o sirrum/axexê as mulheres usam dois panos-da-costas branco: um protegendo seus ventres e outro sobre os ombros como uma capa que envolve todo o seu colo e seios.

De alguns anos para cá os homem aderiram o pano-da-costa, mas nenhum deles até agora explicou o porque de usá-lo e nem podem explicar pois o mesmo é de uso exclusivamente feminino.

Pano da Costa na cintura ou no peito é demonstração de trabalho, assim usados no barracão, quando em função religiosa. Caso contrário, no dia-a-dia do terreiro pode ser “jogado” sobre o ombro direito e se mantém esticado ao longo do tronco. Não se “dança” sem esta peça da indumentária.

Mesmo fora do trabalho, para visita ou passeio o seu uso é indispensável. Em casas tradicionais, quando uma iniciada chega sem o pano da Costa é comum a proprietária do terreiro emprestar um à visitante, que, em sinal de educação ou respeito, coloca-o sobre o ombro direito ou, se entrar na roda, usa-o de maneira adequada à sua posição dentro da hierarquia do Candomblé.

O pano da Costa é a peça de maior significado histórico dentro do vestuário africano, em conjunto com o torso. O uso de saia, Camisu ou bata e pano da Costa são indispensáveis dentro do Axé... A maneira de amarrar, colocar ou “enrolar” o pano varia de acordo com a situação, o ritual desenvolvido ou a posição hierárquica.

Pano da Costa é a redução do termo "Pano da Costa do Santo", e referia-se aos panos de adorno, espécie de xales longos, que integravam o traje típico das africanas e das crioulas da Bahia.

Chamam-se panos da costa, aos tecidos artesanais de origem africana. Tais como os demais produtos importados da África, sabão da Costa, limo da Costa, búzio da Costa, e que tinham uso popular, são conhecidos pelo adjetivo "da Costa", muito embora a origem de alguns deles seja várias e ainda controversa.

A princípio esta denominação estendia-se a todos os tecidos importados da África, qualquer que fosse a sua aplicação; o uso lhe foi restringindo o campo até a limitação ao xale. O pano da Costa é, portanto, uma peça de vestimenta tecida de algodão, lã, seda ou ráfia — às vezes em dupla associação desses elementos — que a baiana deita sobre pontos diversos das suas vestes, às vezes, ajustando-o ao corpo em formas convencionais e relativas às diferentes funções que se apresta a desempenhar momentaneamente.

A África negra tem uma longa tradição têxtil, onde a variedade de materiais é tão grande quanto os estilos encontrados. Utilizados como roupa, os tecidos serviram também de moeda, foram utilizados como mensageiros e objetos estéticos.

Os primeiros "tecidos" foram realizados com casca de árvore batida; muito difundidos antigamente numa grande parte do continente, eles são encontrados atualmente sobretudo nas populações da África central, onde são, na maioria das vezes, decorados com tintas vegetais.

A tecelagem só foi desenvolvida bem mais tarde, a partir do século 11, mesmo se tecidos ricamente trabalhados já eram importados dos países da África do norte, do Egito e da península arábica para vestir as populações das grandes cidades portuárias das costas orientais assim como os membros das classes nobres dos reinos do deserto do Sahel.

Nesta mesma época, a expansão do islã, introduzindo novos códigos vestimentários, desempenhou um papel importante no desenvolvido que sofreram os tecidos, sobretudo na África ocidental.

Os tecidos de fabricação local constituíram durante muito tempo bens raros e preciosos; marcas de poder e de riqueza, reservados a uma elite, eles foram integrados como moeda para troca, graças aos quais era possível estimar o preço de uma mercadoria e comprá-la.

Desde sua chegada nas costas do continente, no século XV, os traficantes europeus exploraram as possibilidades comerciais que ofereciam esta nova "moeda" e encorajaram indiretamente a produção textil local devido à sua utilização.

A quantidade de tecidos detidos por cada família foi considerada durante muito tempo uma marca de riqueza e de poder em muitas sociedades africanas.



sexta-feira, 30 de março de 2018

Logum Edé, o orixá da magia e da boa sorte


Estava Oxóssi o rei da caça a caminhar por um lindo bosque em companhia de sua amada esposa Oxum, dona da beleza da riqueza e portadora dos segredos da maternidade.

Quando de seu passeio, foi avistado por Oxum um lindo menino que estava a beira do caminho a chorar, encontrando-se perdido. Oxum de pronto agrado, acolheu e amparou o garoto, onde surgiu nesse exato momento uma grande identificação, entre ele, Oxum e Oxóssi. 

Durante muitos anos Oxum e Oxóssi, cuidaram e protegeram-lhe, sendo que, Oxum procurou durante todo esse tempo a mãe do menino, porém sem sucesso, resolveu tê-lo como próprio filho. O tempo foi passando e Oxóssi, vestiu o menino com roupas de caça e ornamentou-o com pele de animais, proveniente de suas caçadas. 

Ensinou a arte da caça, de como manejar e empunhar o arco e a flecha, ensinou os princípios da fraternidade para com as pessoas e o dom do plantio e da colheita, ensinou a ser audaz e a ter paciência, a arte e a leveza, a astúcia e a destreza, provenientes de um verdadeiro caçador. 

Oxum por sua fez, ensinou ao garoto o dom da beleza, o dom da elegância e da vaidade, ensinou a arte da feitiçaria, o poder da sedução, a viver e sobreviver sobre o mundo das águas doces, ensinou seus segredos e mistérios. 

Foi batizado por sua mãe e por seu pai de Logum Edé, o príncipe das matas e o caçador sobre as águas. Viveu durante anos sobre a proteção do pai e da mãe, tornando-se um só, aprendendo a ser homem, justo e bondoso, herdando a riqueza de Oxum e a fartura de Oxóssi, adquirindo princípios de um e de outro, tornando-se herdeiro até nos dias de hoje de tudo que seu pai Oxóssi carrega e sua mãe Oxum leva. 

Esse é Logum Edé.


quarta-feira, 28 de março de 2018

Terreiro não é bazar!


Terreiro não é bazar...

Terreiro de umbanda não é lâmpada mágica que esfrega, sai um guia e realiza um pedido. Terreiro de umbanda não é como uma varinha mágica que você sacode aparece um guia e realiza um desejo. É preciso compreender e entender que questões espirituais não é para brincadeira é para evolução do espírito. 

Um terreiro não existe para satisfazer o ego para dar coisas materiais. Um terreiro existe para cuidar do espírito e dar forças para que o espírito busque na matéria aquilo que ele deseja.

Então não olhemos para um terreiro de umbanda como uma loja, um comércio onde eu pago e levo o que quero. Até porque dentro de um terreiro os ensinamentos são, evolução, respeito, caridade, amor, fraternidade, união, luz, paz e esses sentimentos não se podem pagar eles são ensinados e cultivados não comprados. 

Na Umbanda não existe pague e leve. Na Umbanda existe aprenda e evolua, busque e conquiste.

A grande maioria das pessoas  gasta os dias esperando os dias passarem. Esperando as horas avançarem, as semanas acabarem, os meses terminarem, os anos virarem, mas elas não esperam quase nada de si. Elas querem que os relógios deem conta de conquistar a vida por elas.

Tia Maria de Angola.


terça-feira, 27 de março de 2018

7 coisas que você só descobre depois de se tornar Umbandista


1 – Usar branco não é fácil.

Pode parecer que é fácil, mas não é. 

Essa cor traz uma responsabilidade enorme. Você terá que aprender a vigiar seus atos, zelar pelo seu espiritual e entender que há irmãos que precisam, naquele momento, mais do que você. 

Então, você trocará festas, shows, amigos, bebidas e um dia de descanso, para se doar algumas horas para uma pessoa que você nunca viu e provavelmente nunca mais vai ver, mas posso te garantir, vale a pena.

2 – Você é um médium 24 horas por dia e não só no terreiro.

Não adianta você se enganar dizendo que é médium só no terreiro porque você não é. A mediunidade faz parte de você, sempre fez, e isso não vai mudar. Aos poucos você vai descobrir isso e entender que a espiritualidade não é culpada pela sua colheita. Eles te mostram um caminho, mas você tem um livre arbítrio e realiza suas próprias escolhas. Você planta, você colhe.

3 – As entidades não estão ali de brincadeira.

Nenhuma entidade está ali de brincadeira. Todas elas, sem exceção, estão ali para trabalhar, ensinar e também aprender, por isso, ouça-os com atenção e trate-os com muito carinho e respeito.

4 – Exu é uma entidade de Lei.

Você vai entender que Exu não está ali para brincar, beber, fumar, dar em cima de alguém ou amarrar uma pessoa. Não. Eles não são assim. Exus e Pombo Giras são entidades que trabalham nos planos inferiores sob a Lei do Pai Maior. São eles que nos protegem na entrada, na saída e nas encruzilhadas dessa vida. Alguns são brincalhões outros mais firmes, mas todos carregam consigo a seriedade em seu trabalho, se utilizando somente da energia da bebida e do fumo, nada mais. E se for preciso Exu trabalhar sem a bebida ou o fumo, ele trabalhará, sem dúvidas.

5 – É preciso ajudar e não só participar.

Ser médium e fazer parte de um terreiro não é só chegar no dia da gira e fazer seu trabalho. Não. Não é assim. 

O chão que você encontrou limpo, alguém limpou. A vela que você usou, alguém comprou. O banho que você tomou, alguém macerou. O local que você está, a luz que você utiliza e a água que você bebe, alguém pagou. Então, ajude… 

Ajude a limpar quando puder, leve o seu material de trabalho e, toda vez que possível, auxilie na compra daquilo que falta na casa, colabore com o que conseguir para a manutenção do aluguel, da água e da luz. Não. Isso não é sua obrigação, eu sei, mas também não é minha e nem do dirigente que ali se encontra. A obrigação é nossa. Nós temos que manter e cuidar do lugar onde nossa espiritualidade escolheu para trabalhar.

6 – Cansa.

Isso eu preciso te falar: irmão, cansa. Existe um antes, durante e depois, vou explicar:

ANTES de todo e qualquer trabalho, o terreiro precisa ser limpo da maneira correta e as firmezas precisam ser devidamente cuidadas. Você precisará se alimentar de maneira correta, tomar seu banho de defesa, acender suas velas e se direcionar ao terreiro, algumas horas antes do inicio dos trabalhos, para ajudar, tentando permanecer sempre em silêncio.

DURANTE todo e qualquer trabalho, você estará fornecendo e recebendo energias, então, é importante que o processo do ANTES tenha sido cumprido com rigor. Se você for médium de passe, lidará diretamente com energias. Se você for cambono, também lidará diretamente com energias, por isso, em todos os casos e cargos, é importante manter a firmeza.

DEPOIS de todo e qualquer trabalho, é preciso deixar o ambiente limpo de novo, então, pegue a vassoura, a pá, a esponja e mãos a obra. Dia seguinte você com certeza estará com o corpo dolorido, entretanto, digo mais uma vez a você: vale a pena.

7 – Você vai se apaixonar.

Independentemente dos seis itens acima, você vai se apaixonar. Seja você um cambono, um médium de passe, um médium em desenvolvimento, um futuro sacerdote ou um simples consulente, esteja você na corrente ou na assistência, você vai se apaixonar por essa religião e nada, NADA, vai pagar a sensação de paz que vai te invadir ao receber um abraço sincero de alguém que você nunca viu, ao ver um sorriso no rosto de quem chegou chorando, ao ouvir o mais simples e sincero “obrigado”… Nada vai pagar, nada paga por essa sensação...