Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.
Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem, ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
- Do que a Umbanda precisa?
E assim um a um foram respondendo:
- Mais união...
- Mais estudo...
- Mais divulgação...
- Mais respeito...
- Mais reconhecimento...
Mais, mais e mais...
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
- Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.
Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
- É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.
Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.
Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa.
Fonte Cabana Pai Joaquim
terça-feira, 3 de outubro de 2017
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Você sabe como a umbanda nasceu?
A umbanda é uma religião genuinamente brasileira, com influências europeias (com o espiritismo e o catolicismo), influências africanas (com os orixás, os pretos-velhos e alguns rituais) e a influência indígena (com os caboclos e as ervas medicinais).
Mas você sabe quando começou ou como surgiu a umbanda?
Entre 1907 e 1908, um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, ás vésperas de entrar para a marinha, começou a ter um comportamento muito estranho. Ora ficava curvado e falando coisas incompreensivas, ora se comportava como um animal selvagem, um felino.
Zélio foi examinado por vários médicos e psiquiatras, e os mesmos não encontravam a resposta para todos estes comportamentos. Até que um médico aconselhou a família á levá-lo a um padre pois ele acreditava que era algo espiritual. Seguindo os conselhos do médico levaram até um padre, mas não tiveram nenhum sucesso.
Sem respostas e como a família estava desesperada, resolveram levar o jovem a um centro espírita. No dia 15 de novembro de 1908, Zélio se encontrava em uma reunião dentro de um centro e como foi convidado a fazer parte da mesa, sentou-se em uma das cadeiras.
Alguns minutos depois, incomodados com algo, Zélio levantou-se, foi até um jardim do lado de fora, colheu uma flor branca, pegou um copo de água, colocou no centro da mesa junto com a flor, afirmando que estava faltando estes elementos para começarem a reunião. Todos que estavam sentados á mesa ficaram espantados, já que, uma vez começado a sessão ninguém poderia se levantar para deixar o seu lugar.
Começando a sessão, Zélio incorporou alguns espíritos de pretos-velhos e índios. O dirigente do centro alertou a estes espíritos que não podiam fazer aquilo e muito menos permanecer naquele lugar.
O espírito de um índio, inconformado com aquela situação, questionou o por quê não podiam ficar. Uma médium afirmou que ele não era um espírito de luz e que precisava procurar ajuda para conseguir.
Ouvindo isto o espírito lhe disse:
- Você me julga por eu ter a aparência de um índio? Você diz que não somos evoluídos porque temos a aparência de índios e de escravos?
Alguém perguntou para ele qual era seu nome.
- Eu preciso ter um nome? Já que eu preciso ter um, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas pois não terá barreiras para me conhecerem. E tem mais. Á partir de hoje surgirá uma nova religião onde todos serão bem vindos. Amanhã, neste mesmo horário na casa de meu menino terá a primeira reunião. Todas as pessoas que precisarem de ajuda encontrarão o conforto e a palavra amiga sem distinção.
No dia seguinte, no mesmo horário, os membros do centro duvidando de que o que fora profetizado não iria acontecer, se depararam com uma multidão de pessoas em frente a casa de Zélio. Dentre as pessoas que precisavam ouvir, haviam também pessoas incorporando espíritos de índios e de pretos-velhos.
Nesta casa foi fundada por Zélio Fernandino de Morais, o primeiro terreiro de umbanda com o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, situada no Rio de Janeiro.
Á partir deste dia a umbanda só vem a crescer nestes 109 anos de existência, ajudando centenas de pessoas que necessitam de ajuda, sem fazer distinção de cor, classe social ou raça! A umbanda sempre vai abraçar aqueles que precisam de uma palavra de amor.
Mas você sabe quando começou ou como surgiu a umbanda?
Entre 1907 e 1908, um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, ás vésperas de entrar para a marinha, começou a ter um comportamento muito estranho. Ora ficava curvado e falando coisas incompreensivas, ora se comportava como um animal selvagem, um felino.
Zélio foi examinado por vários médicos e psiquiatras, e os mesmos não encontravam a resposta para todos estes comportamentos. Até que um médico aconselhou a família á levá-lo a um padre pois ele acreditava que era algo espiritual. Seguindo os conselhos do médico levaram até um padre, mas não tiveram nenhum sucesso.
Sem respostas e como a família estava desesperada, resolveram levar o jovem a um centro espírita. No dia 15 de novembro de 1908, Zélio se encontrava em uma reunião dentro de um centro e como foi convidado a fazer parte da mesa, sentou-se em uma das cadeiras.
Alguns minutos depois, incomodados com algo, Zélio levantou-se, foi até um jardim do lado de fora, colheu uma flor branca, pegou um copo de água, colocou no centro da mesa junto com a flor, afirmando que estava faltando estes elementos para começarem a reunião. Todos que estavam sentados á mesa ficaram espantados, já que, uma vez começado a sessão ninguém poderia se levantar para deixar o seu lugar.
Começando a sessão, Zélio incorporou alguns espíritos de pretos-velhos e índios. O dirigente do centro alertou a estes espíritos que não podiam fazer aquilo e muito menos permanecer naquele lugar.
O espírito de um índio, inconformado com aquela situação, questionou o por quê não podiam ficar. Uma médium afirmou que ele não era um espírito de luz e que precisava procurar ajuda para conseguir.
Ouvindo isto o espírito lhe disse:
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| Representação do Caboclo das Sete Encruzilhadas |
- Você me julga por eu ter a aparência de um índio? Você diz que não somos evoluídos porque temos a aparência de índios e de escravos?
Alguém perguntou para ele qual era seu nome.
- Eu preciso ter um nome? Já que eu preciso ter um, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas pois não terá barreiras para me conhecerem. E tem mais. Á partir de hoje surgirá uma nova religião onde todos serão bem vindos. Amanhã, neste mesmo horário na casa de meu menino terá a primeira reunião. Todas as pessoas que precisarem de ajuda encontrarão o conforto e a palavra amiga sem distinção.
No dia seguinte, no mesmo horário, os membros do centro duvidando de que o que fora profetizado não iria acontecer, se depararam com uma multidão de pessoas em frente a casa de Zélio. Dentre as pessoas que precisavam ouvir, haviam também pessoas incorporando espíritos de índios e de pretos-velhos.
Nesta casa foi fundada por Zélio Fernandino de Morais, o primeiro terreiro de umbanda com o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, situada no Rio de Janeiro.
Á partir deste dia a umbanda só vem a crescer nestes 109 anos de existência, ajudando centenas de pessoas que necessitam de ajuda, sem fazer distinção de cor, classe social ou raça! A umbanda sempre vai abraçar aqueles que precisam de uma palavra de amor.
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| Primeiro terreiro de umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade - Rua Floriano Peixoto, 30 - Neves /RJ |
domingo, 1 de outubro de 2017
Xangô, o rei de Oió!
Xangô sincretizado com São Pedro comemorado em 29 de junho ou São Jerônimo comemorado em 30 de setembro.
Saudação: Kawó-Kabiesilé (forma com que os Orixas são reverenciados);
Cores: Vermelho e Branco ou Vermelho e Marrom ou Marrom e Preto ou Marrom e Branco ou somente Marrom ou vermelho.As cores representam os Orixás, e podem variar segundo a linha religiosa;
Dia da Semana: Quarta-Feira;
Elementos: Fogo, Vulcões, Tempestades, Sol, Trovões, Terremotos, Raios, criador do Culto de Egungun, senhor dos mortos, desertos e formações rochosas;
Elemento Livro: os livros representam Xangô porque este orixá está ligado as questões da razão, do conhecimento e do intelecto. Bem como a Justiça e o Direito;
Ferramenta: Oxê, machado duplo de dois cortes laterais feito e esculpido em madeira ou metal;
Pedra: Meteorito;
Domínios: Justiça, Poder Estatal, Questões Jurídicas, Pedreiras;
Oferendas: Amalá, cágado, carneiro, e algumas vezes cabrito. Gosta de Orobô, mas recusa Obi (noz de cola), ao contrário dos demais Orixás;
Dança: Alujá, a roda de Xangô. São vários toques que falam de suas conquistas, seus feitos, suas mulheres e seu poder e domínio como Orixá.
Kaô Kabecilê!!! Salve o rei Xangô!!!
Dia 30 de setembro é um dos dias dedicado ao grande orixá Xangô. Um dos dias porque dependendo da casa onde o médium frequenta, o lugar que o terreiro fica esse dia pode mudar. Aproveitando que o dia é dele, vamos conhecer um pouco o nosso rei?
Xangô , senhor supremo da justiça. Xangô é o orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É sincretizado com São Pedro ou São Jerônimo.
Xangô teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá (Iansã) , Oxum e Obá.
É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.
A morte pelo raio é considerada uma punição do Senhor da Justiça. Da mesma forma, uma casa atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de Xangô.
Xangô é considerado o rei de todo o povo yorubá. Ele foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, muitos Orixás possuem relação com os Egunguns mas, ele é o único Orixá que, verdadeiramente, exerce poder sobre os mortos, Egungun.
Xangô é a roupa da morte, Axó Iku, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.
As qualidades de Xangô
Afonjá – Afonjá, o Balé (governante) da cidade de Ilorin. Afonjá era também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história de Oió, no início do século dezenove, Oió era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o podes absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oió e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oió. Com isso o Rei de Oió Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traíu o Império Iorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traíu seu antigo rei ele voltaria a trair tantos outros.
Obá Kosso – Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oió, tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando de sua chegada em Oió foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.
Obá Lubê – Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.
Obá Irù ou Barù – Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra,senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra.
Obá Ajakà – Também intitulado Bayaniym, ”O pai me escolheu“ , que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.
Obá Aganjù – Aganju representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões.
Obá Orungã – Filho de Aganju Solá e Iemanjá, Orungã é dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.
Obá Ogodô – Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.
Jakutà ou Djakutà – Jakutá, é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.
Obá Arainã – Oroinã e Oraniã – Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganju em sua forma humana.
Olookê – Orixá dono das montanha, em algumas lendas é um dos filho de Oraniã, foi casado com Yemanjá.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Religião X Espiritualidade
Leia o texto abaixo e reflita! Atualmente TODOS estão brigando porque acredita que a sua religião é melhor que a outra e que por isso você vai conseguir a salvação e o outro vai queimar no fogo do inferno. Será que isso realmente existe?
O autor do texto é Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) que foi padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês.
"A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida."
"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana..."
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
O poder dos brinquedos
Os Ibejis, orixás gêmeos, viviam para se divertir, eram filhos de Oxum e Xangô.
Viviam tocando uns pequenos tambores mágicos que ganharam de sua mãe adotiva, Iemanjá.
Nesta época Iku, a morte, colocou armadilhas em todos os caminhos e começou a comer todos os humanos que caiam em suas arapucas.
Homens, mulheres, crianças ou velhos, Iku devorava todos. Iku pegava os seres humanos entes do seu tempo aqui no Aye. O terror se alastrou pelo mundo.
Sacerdotes, bruxos, adivinhos, curandeiros se reuniram, mas foram vencidos também por Iku, e os humanos continuavam a morrer antes do tempo.
Os Ibejis, então, armaram um plano para deter Iku.
Pegaram uma trilha mortal onde Iku preparara uma armadilha, um ia na frente e o outro seguia atrás escondido pelo mato a pouca distância.
O que seguia pela trilha ia tocando seu pequeno tambor e tocava com tal gosto e maestria que a morte ficou maravilhada, e não quis que ele morresse e o avisou da armadilha.
Iku se pôs a dançar inebriadamente, enfeitiçada pelo som mágico do tambor.
Quando um irmão cansou de tocar, sem que a morte percebesse o outro veio tocar em seu lugar. E assim foram se revezando, sem Iku perceber e ela não parava de dançar e a musica jamais cessava. Iku já estava esgotada e pediu para parar, e eles continuavam tocando a dança elétrica.
Iku implorava uma pausa para descanso. Então os Ibejis propuseram um pacto.
A musica cessaria, mas Iku teria que jurar que tiraria todas as armadilhas.
Iku não tinha escolha, rendeu-se; os gêmeos venceram.
Foi assim que ibejis salvaram os homens e ganharam fama de muito poderosos, por que nenhum outro orixá conseguiu ganhar aquela peleja contra a morte.
Os Ibejis são poderosos, mas os que eles gostam mesmo é de brincar.
Cosme e Damião a sua casa cheira cravo, rosa e flor de laranjeira!!!
Gente! Hoje é o dia deles!!! Dos erês!!!Das crianças!!! De Cosme e Damião!!! É dia de festa, de muitos doces, de alegria!!!
Mas vocês sabem quem são os erês, os ibejis, os vungís? Todos esses termos são utilizados para denominar a linha de crianças. São espíritos que trazem a sua alegria, pureza e inocência infantil quando incorporadas.
Essa linha representada por São Cosme e São Damião, é lembrada no dia 26 de setembro (pelos católicos) ou no dia 27 de setembro (pelos candomblecistas e pelos umbandistas). Os dois santos da igreja católica, foram médicos que viveram na Ásia menor e cuidavam de pessoas que não tinham condições de pagar uma consulta, principalmente as crianças sem cobrar nada.
Os terreiros que realizam a festa para esta linha, as preparam como se fosse para aniversário, com muitas bexigas, doces, balas, chocolates e um bolo bem colorido! No candomblé estão presentes em todos os rituais, pois assim como Exu, podem atrapalhar os membros, tirando a sua atenção e desconcentrando os mesmos.
Dentro da mitologia africana, os Ibejis são os orixás crianças, gêmeos filhos de Xangô e Iansã, ou em algumas histórias filhos de Xangô e Oxum. Algumas informações sobre os Erês/Ibejis/Vungís:
Dia: Domingo
Cores: Azul, rosa e verde
Elemento: Ar
Domínios: Nascimento e infância
Símbolos: 2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas
Saudação: Bejiróó!, Oní Ibejada!, Erêmim!
Comida: Doces simples (balas, chocolates, pirulitos) e caruru
Bebida: Refrigerante, sendo que normalmente é servido o guaraná.
Dois pontos que eu acho muito lindinhos são:
"Cosme e Damião
A sua casa cheira
Cheira cravo, cheira rosa
Cheira a flor de laranjeira!"
"Fui no jardim colher a rosa
E a vovózinha deu-me a rosa mais cheirosa!
Cosme e Damião
Oh! Doum
Crispim, Crispiniano
São os filhos de Ogum!"
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