quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Parábola do porco espinho

Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio. 

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupo. 

Assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso, decidiram afastar-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. 

Então, precisaram fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. 

Com sabedoria decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E, desta forma, sobreviveram.

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele no qual cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar suas qualidades.



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

2018, ano da lei do retorno!

2018 sob a visão do Candomblé....

Olá irmãos de fé!

O ano mau começou e já ouvimos ou lemos em algum lugar a seguinte expressão: "2018 é o ano de Xangô!" o que será que isso quer dizer? 

Eu recebi o texto abaixo e resolvi compartilhar com vocês leitores. Ele explica o que essa expressão quer dizer e depois da leitura se você ainda tiver alguma dúvida, pode deixar seus comentários ou dúvidas, que podemos conversar e tentar chegar em uma conclusão juntos! 

"Quem não deve nada teme, mas quem deve vai pagar."

O ano de 2018 será regido por Xangô, sob a influência dos Orixás Iansã e Exu. O fogo vai predominar esse ano, será um ano extremamente quente, e todos vão sentir bastante isso. A maior regência é de Xangô, portanto, todos nós seremos julgados, seja pelo pequeno ato falho ou pela grandeza da perversidade, independente disso, cada um de nós receberemos a condenação merecida por nossas atitudes.

A lei do retorno estará em evidência. As pessoas que emanam boas energias vão viver um período bom, pois vão receber aquilo que enviaram ao universo. Xangô é um Orixá justo e imparcial, mas será impiedoso com aqueles que promovem o mal e a injustiça. Entretanto, se você vem plantando o bem, colherá coisas maravilhosas.

A energia de Xangô

Ele virá para exercer a justiça, sua principal arma. Não existe meio termo com Xangô, ou está certo ou está errado. Representado pelo elemento fogo, esse Orixá queima o que não é correto, de forma lenta, mas com sabedoria, pois a justiça divina não precisa de pressa para ser realizada. Xangô vai abrir os caminhos de todos nós, inclusive no lado profissional, crescimento nos negócios, fartura para quem realmente se esforçou e batalhou.

Xangô protege quem anda conforme a lei, quem estiver fora dela, procure mudar suas ações, pois ele não vai olhar para essas pessoas com muito entusiasmo.

2018 tende a ser um ano de correções, alinhamento, ajustes, e de crescimento no campo espiritual também. Uma coisa é certa, a lei de Xangô será sentida por todos nós.

A influência de Iansã

Iansã certamente influenciará bastante o ano de 2018, teremos um ano bem agitado, e também muito rápido, portanto, não deixe as coisas acumularem, não deixe o que pode ser feito hoje para depois, e corra atrás dos seus objetivos para que o poder de Iansã possa lhe encaminhar ao lugar certo.

A influência de Exu

Exu vai trazer maior movimento a 2018 com seu jeito imprevisível e arisco de ser. Oportunidades inesperadas, soluções que surgem de uma hora para outra, boas notícias que vem do nada, provavelmente será Exu atuando. Ele vai agir para que surpresas negativas não aconteçam e atrapalhem a regência dos outros Orixás.

Que Xangô, Iansã e Exu nos deem bons caminhos nessa nova jornada, e que todos os Guias de Luz nos protejam sempre!




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Oxum não sabe guerrear

Na época em que Oxum, Oyá e Obá viviam no reino de Xangô, havia uma grande guerra. 

Xangô convocou as três esposas para irem com ele guerrear. 

Oyá e Obá disseram a Xangô que Oxum não sabia guerrear, então Xangô disse: 

- Oxum, tu deverás aprender a guerrear para se proteger caso o palácio seja invadido pelos inimigos. 

Oxum então respondeu: 

- Podem ir vocês, eu cuidarei do palácio, Xangô.

Obá enfurecida retrucou: 

- Como tu, Oxum, cuidarás do reino, se só sabes se embelezar?

E Oyá disse: 

- Iremos e os escravos tomarão conta dela. 

Oxum ficou sozinha com as escravas no palácio, e em uma noite, uma escrava lhe avisou assustada: 

- Oxum, minha rainha, o palácio está sendo invadido!!!

Oxum, calma em seu trono, disse à escrava: 

- Mandem entrar e sirvam a melhor comida e bebida. Eu os receberei. 

As escravas fizeram conforme Oxum havia mandado. Os inimigos de Xangô estranharam, mas entraram e se serviram, e Oxum, calmamente, sentada em seu trono, disse: 

- Xangô fugiu junto às suas duas outras esposas, me abandonando para trás. Fiquei sozinha. Vão, se sirvam! Mandei preparar este banquete para vós. 

No outro dia, Xangô, Obá e Oyá receberam a notícia de que Oxum estava em perigo e voltaram às pressas. 

Chegando no palácio, estranharam o silêncio e viram todos os soldados dormindo. Oxum explicou: 

- Está vendo, Xangô? Não precisei levantar a espada e nem usar a força, mandei servir a melhor comida e todos comeram. Coloquei esta poção nos pratos e matei todos, sem levantar a mão. Não se espanta o inimigo, mas se agrada. Com a própria raiva dele, ele cai sozinho. 

Oxum é calma por fora mas é uma tempestade por dentro.


(Texto de Jorge Luis da Silva)




quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

💙 Carta de uma filha de Iemanjá e Oxum 💛

Ser filha das águas está muito além das águas, ser filha das águas é ser emotiva, mas sem ser fraca, significa chorar sem ter medo de parecer fraqueza, é chorar, mas chorar de amor,chorar de dó, chorar pelas dores do outros, chorar por não conseguir transmitir tudo o que quer.

Ser filha das águas é ter as emoções a flor da pele e ser guiada por elas, sem em qualquer momento cogitar usar a razão.

Ser filha das águas significa ter um mar de emoções em minutos.

Ser filha das águas significa abraçar os problemas dos outros como se fossem seus, acolher , aconselhar .

Ser filha das águas é ser vaidoso, às vezes ao extremo , talvez um dos maiores defeitos de um filho das águas.

Ser filha das águas é amar além da conta, é tanto amor que chega a doer.

Ser filha das águas é ser ciumenta/possessiva, mas não no sentido ruim das palavras, filhos da água são assim por amar demais .

Ser filha das águas significa ser sincera, mas delicadamente sincera.

Aliás vale ressaltar q filhos(as) da água se entregam muito, podem não confiar com facilidade , mas quando eles gostam, pode ter certeza que são extremamente fiéis aos seus sentimentos , como já disse , são muitos sentimentais!

Nunca duvide da amizade de um filho das águas , não duvide , nem traia a confiança de nenhum deles , eles podem agir como se nada tivesse acontecido, mas nunca irão esquecer a sua atitude!

Vale ressaltar que os filhos das águas poderiam ser atores, pois escondem muito bem suas emoções, frustrações, por isso se um dia ver uma filha das águas chorando, do nada , sem nenhum motivo aparente, pode ter certeza q ela está pondo pra fora tudo o que guarda!

Em sua maioria são rancoroso, mas são rancorosos porque esperam sempre uma boa atitude, ou uma palavra "bonita", e quando são respondidos com ignorância ou não são respondidos como esperam guardam, e pode ter certeza que isso fica passando na cabeça deles como se fosse um filme!

Sim, são teimosos não aceitam o fato de estarem errados.

Mas tenham paciência com o filho das águas, não é fácil conviver com um turbilhão de emoções, sensações.

Converse com um filho das águas, pois eles gastam tanto tempo ajudando a pessoa com seus problemas, que eles mesmos se sentem sozinhos.

Salve mamãe Iemanjá e mamãe Oxum!

Salve todas as coroas que carregam essas yabás!



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Pretos velhos

Preto-velho, no ritual de Umbanda Sagrada, é um grau manifestador de um Mistério Divino. 

Essas entidades manifestam-se sob a aparência de negros escravos, trazendo-nos o exemplo de humildade e simplicidade da alma. 

São espíritos elevadíssimos, com vasto campo de atuação, encontrados nas Sete Linhas de Umbanda, pois trabalham a evolução nos sete sentidos da vida dos seres.

Trazem sempre palavras de fé, de esperança, de consolo e de perseverança, com sua sabedoria, paciência, paz e serenidade. 

São espíritos de velhos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos da fé e da humildade. 

Seus trabalhos são de ajudar aqueles que estão em dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu trabalho se desenvolve mais para o lado emocional e físico, das pessoas que os procuram, sendo chamados, carinhosamente de psicólogos dos aflitos.

Sua paciência em escutar os problemas e aflições dos consulentes, fazem deles as entidades mais procuradas na Umbanda, são chamados de Vovôs e Vovós da Umbanda.

Também usam ervas em seus trabalhos de magia e principalmente para rezar pessoas doentes e crianças que estão com mal olhado, suas rezas são conhecidas como poderosas, usam também de patuás, saquinhos que são depositados elementos de magia e que os consulentes usam no corpo para proteção.

Da mesma forma que os Caboclos, os Pretos Velhos usam cachimbos para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a pessoa que esta recebendo o passe.

Ao vê-los arqueados em suas manifestações, sempre simples e humildes, mas não por isso servientes, não vemos a grandiosidade de seu campo de atuação: que é vastíssimo. 

OFERENDA

Podemos realizar várias oferendas à essas entidades maravilhosas, mas deixo aqui um exemplo que vocês podem fazer de coração aberto:

- Toalha ou pano branco 

- Velas brancas 

- Fitas brancas 

- Linhas brancas 

- Pembas brancas 

- Frutas (de todas as espécies) 

- Bebidas (café, vinho doce, cerveja preta, água de coco, vinho branco licoroso) 

- Flores (crisântemos branco, margaridas, lírios branco) 

- Comidas (arroz-doce, canjica, bolo de fubá de milho, milho cozido, doce de coco, doce de abobora, doce de cidra, coco fatiado, quindim)



domingo, 31 de dezembro de 2017

Gratidão!!!

Obrigado!

Obrigado a presença de todos vocês, filhos e consulentes, que presenciaram cada encontro com os guias, aqui em nosso terreiro, esse ano inteiro!

Obrigado por vocês leitores que visitaram o nosso blog e que agora fazem parte de nossa família! 

Passamos por momentos ruins, desagradáveis, mas permanecemos juntos! Passamos por momentos bons, maravilhosos juntos!

A cada artigo lido, a cada mensagem que chegou em seu coração agradecemos, pois de uma certa forma conseguimos plantar uma semente que cada um está cuidando para colher as flores e os frutos!

Que Oxalá e Ogum de Lei presenteie à todos com tudo o que cada um merecer! Um abraço, um acalento, um sorriso...

Que este final de 2017 seja de ótimas  finalizações de todos os trabalhos iniciados durante o ano e que 2018 seja um ciclo novo e maravilhoso para todos nós! 

Esperamos a todos no dia 20 de janeiro de 2018!

PS.: A casa de Ogum de Lei está em recesso, mas o blog continuará trazendo artigos novos! Fiquem atentos e nos siga! 



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Logun Edè rouba segredos de Oxalá

Logum Edé era um caçador solitário e infeliz, mas orgulhoso. Era um caçador pretensioso e ganancioso, e muitos o bajulava pela sua formosura. 

Um dia Oxalá conheceu Logum Edé e o levou para viver em sua casa sob sua proteção. Deu a ele companhia, sabedoria e compreensão. Mas Logum Edé queria mais, queria muito mais...

E roubou alguns segredos de Oxalá. Segredos que Oxalá deixara à mostra, confiando na honestidade de Logum Edé. O caçador guardou seu furto num embornal a tiracolo, seu adô. 

Deu as costas a Oxalá e fugiu. Não tardou para Oxalá dar-se conta da traição do caçador que levara seus segredos. 

Oxalá fez todos os sacrifícios que cabia oferecer e muito calmamente sentenciou que toda a vez que Logum Edé usasse um dos seus segredos todos haveriam de dizer sobre o prodígio:

"Que maravilha o milagre de Oxalá!". 

Toda a vez que usasse seus segredos alguma arte não roubada ia faltar.

Oxalá imaginou o caçador sendo castigado e compreendeu que era pequena a pena imposta. O caçador era presumido e ganancioso, acostumado a angariar bajulação. 

Oxalá determinou que Logum Edé fosse homem num período e no outro depois fosse mulher. Nunca haveria assim de ser completo. Parte do tempo habitaria a floresta vivendo de caça, e em outro tempo, no rio, comendo peixe. 

Começar sempre de novo era sua sina. Mas a sentença era ainda nada para o tamanho do orgulho de Logum Edé. Para que o castigo durasse a eternidade, Oxalá fez de Logum Edé um orixá.