terça-feira, 29 de agosto de 2017

As sete lágrimas de um preto velho

Quando pensamos em nossa religião UMBANDA logo lembramos de preto velho. Pensando neles lembrei de uma mensagem, que acredito que conheçam, mas que vale muito a pena ler, reler, refletir, chorar, se emocionar e tantas outras emoções que a mensagem nos proporciona: "As sete lágrimas de um preto velho".

"Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porque contei-as... foram sete...

Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei:

-Fala meu preto velho, diz ao teu filho por que externas assim uma visível dor?

E ele suavemente respondeu:

- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.

A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscados não podem conceber...

A segunda a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que seus próprios merecimentos negam.

A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.

A quinta, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.

A sexta, eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A sétima filho, notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os orixás. Fiz doação dessa aos médiuns vaidosos, que só aparecem no centro em dia de festa e faltam as doutrinas.

Esquecem que existem tantos irmãos precisando de amparo material e espiritual.

Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO."

(Autor desconhecido)


ADOREI AS ALMAS!!!






Certificação

Boa noite!!!

Para quem não conhece a nossa casa, temos a certificação da Federação Espírita de Candomblé e Umbanda Brasileira comprovando o trabalho sério que a casa faz. Recebemos os novos certificados e desta vez com uma novidade! O Babálorisá Álvaro Ty Osogyian recebeu o titulo de Embaixador Africanista Brasileiro da F.E.C.U.B.!!!!


A sua benção meu pai e parabéns pelo reconhecimento de seu trabalho!!!!







segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Festa de baiano 2016

Boa tarde pessoal!!!

Aos poucos vou divulgar os eventos que ocorreram em nosso terreiro! Vou começar com a festa de baiano que aconteceu no dia 10 de dezembro de 2016.










Festa maravilhosa! Foi tudo muito lindo!
















                     Tinham comidas típicas da Bahia entre salgados...









... e doces! Uma delícia!
Festa linda! que deu um gostinho de quero mais!
Festa linda! que deu um gostinho de quero mais!

Iatotô!!!

O grande orixá Obaluaiê/Omolu é filho de Nanã, mas por ter nascido com várias chagas a orixás o abandonou na beira do mar sozinho.

Iemanjá passeando pela orla da praia onde reina, avistou uma criança chorando sozinha e ao se aproximar viu que a pobre criança estava cheia de chagas pelo corpo. Com o coração comovido, pegou o rebento e levou até a sua morada para cuidar das suas feridas. Com a água salgada e os peixes do mar, Iemanjá conseguiu curar todas as chagas encontradas pelo corpo de Obaluaiê e a pobre criança abandonada na beira do mar cresceu e se tornou um belo jovem.

Obaluaiê não gostava de andar por aí, pois tinha muita vergonha de suas cicatrizes, pois as pessoas apontavam por onde passava e sempre comentava e cochichavam umas com as outras. 

Um dia Obaluaiê foi convidado pelos grandes orixás para uma grande festa que iriam realizar no meio da floresta. Todos estavam empolgados e felizes, mas Obaluaiê não... estava triste pois não pensava em ir, pois como ele iria com todas aquelas cicatrizes pelo corpo? Todos iriam ficar apontando e comentando sobre ele... 

Iansã vendo toda aquela tristeza foi conversar com Obaluaiê e resolveu perguntar por quê ele estava daquele jeito...? Contando a sua triste história, Iansã teve uma ideia! Pegou vários chumaços de palha da costa e confeccionou uma roupa onde escondia o corpo do grande orixá! Assim, ninguém iria vê-lo e nem apontá-lo e Obaluaiê poderia comparecer á festa!

Todo feliz, Obaluaiê pegou a sua roupa que acabara de ganhar, vestiu e foi em direção da floresta onde aconteceria a grande e esperada festa. No meio do caminho ficou muito inseguro e mesmo usando a roupa que Iansã lhe dera, não conseguiu entrar na festa.

Iansã vendo tudo de longe, fez com que os maiores e fortes ventos soprassem aquele lugar. As palhas da roupa que fizera para Obaluaiê levantaram-se todas e as suas cicatrizes começaram a estourar feito pipocas por todos os lados! 

Assustado Obaluaiê tentou fugir e se esconder, mas já era tarde! Todos já tinham percebido a sua presença e estavam todos boquiabertos!!! Querendo fugir Obaluaiê deu de cara com Iansã que lhe falou:

- Você não percebe? Suas cicatrizes sumiram e todos estão admirando a sua beleza!

Contam que até hoje Obaluaiê usa a sua roupa por causa de sua grande beleza e quem o vê sem a roupa não volta a ser o mesmo.




domingo, 27 de agosto de 2017

Gratidão

Pessoal estou muito feliz pelo começo contagiante e empolgante do blog!!! Agradeço a todos que estão visualizando o site!
Continuem visitando o espaço, divulguem o blog e não deixe de seguir para receberem as notificações de posts novos!!!

Asè para todos!

Sugestões e perguntas

Pessoal se vocês tiverem alguma dúvida, pergunta ou sugestões escrevam nos comentários!

O que é macumba?

Bom dia irmãos de fé!

Vocês já devem ter ouvido ou falado este termo "MACUMBA". Mas vocês sabem o que é uma macumba?
No período do Brasil colonia, onde os negros eram ainda escravos, nos momentos que podiam, eles tocavam um instrumento musical de percussão chamado macumba.
Nestes momentos além da música acompanhada pelo instrumento, os escravos dançavam também. Os seus senhores, como não conheciam e não entendiam, associavam a música e a dança à um ritual onde eles acreditavam que todo esse contexto iria prejudicá-los de alguma forma. A partir de então, o único momento de lazer dos escravos, não podia mais ser realizado e ao longo do tempo quem teimava em tocar era cruelmente perseguido.
Com o tempo este instrumento foi incorporado aos rituais africanos (não só a macumba como o atabaque também) e a sociedade começou a denominar de macumba as religiões de matrizes africanas.
Hoje o termo ainda é utilizado de forma pejorativa pela sociedade intensificando, infelizmente, o preconceito e a intolerância religiosa.