segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Festa de São Cosme e São Damião 2017

"Papai me mande um balão com todas as crianças que tem lá no céu!
Papai me mande um balão com todas as crianças que tem lá no céu!

Tem doce papai, tem doce mamãe, tem doce lá no jardim!
Tem doce papai, tem doce mamãe, tem doce lá no jardim!"

Foi assim que começamos a nossa festa! Com muita alegria, muita emoção, tudo de bom! Todos os erês em terra com suas brincadeiras, pontos, alegrias, brinquedos, doces... e a paz de espírito que só eles passam para a gente!!!

Agradecemos todos os filhos da casa e amigos que ajudaram desde a doação de doces até o pendurar de uma bexiga para preparação de nosso terreiro! Que Cosme e Damião abençoe e dê em dobro á todos!

Agora vamos dar uma espiadinha em nossa festa? Dá só uma olhada na preparação...
























... um pouquinho só dos doces doados! Só um pouquinho, pois tivemos muitas doações para a nossa festa!


















Tivemos a doação de dois bolos lindos e maravilhosos!!!






















E festa arrumada, organizada e casa cheia é só começar!!! 
























"A todos meus filhos e amigos o meu muito obrigado! 

Que São Cosme e São Damião abençoe à todos pela dedicação e empenho nesta festa. O meu muito obrigado pelas doações de doces e financeiras, sem ela a festa não teria sido realizada com a fartura que foi!
Amo a todos!! E peço à Ogum de Lei e Vô Firmino de Angola que abençoe e proteja todos vocês! 

😍🍭😍


(Pai Álvaro Ty Osogyian)

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Umbanda, caminho sem volta...???

Já ouvi algumas pessoas falarem: "Se você entrar na umbanda, será um caminho sem volta, você não sairá mais".

Devo afirmar, que concordo com essas pessoas, quando você entra na umbanda, não quer sair mais, e explico porquê.

É muito lindo ver um Caboclo bater no peito, a defumação tem um cheiro único de paz, afeto, tão cheirosa, a benção do Preto Velho e a calma que ele carrega, os doces dos Erês, ah os doces deles, até quando eles passam nos nossos rostos, quando você vê a força de um Boiadeiro, o cambalear de axé dos Marinheiros, a malemolência dos Malandros liderados por uma linda luz chamada Sr. José Pelintra, quando você sente lá dentro a gargalhada dos nossos Compadres e Comadres, e aquele sotaque carregado de bendizeres  dos Baianos e toda aquela magia e mistério do Povo Cigano, o arrepiar das rezas cantadas, os pontos tomando conta do seu corpo.

É realmente, um caminho sem volta, porque você já não é mais aquela pessoa que entrou, você EVOLUIU, deu mais um passo em direção da luz e dos caminhos do bem. É sem volta, não consegue sair, porque quando uma pessoa lhe agradece, por uma de suas entidades ter ajudado ela, você se enche de alegria, e uma sensação toma conta do seu corpo, e você  não quer mais sair, não quer mais voltar, porque você se enche de paz, força, sua fé é renovada gira após gira, e com isso ajuda mais e mais pessoas, os problemas que você tinha antes, as vezes são vencidos, as vezes continuam, novos chegam, mais agora você tem muito mais forças para os vencer.

A umbanda na minha vida se tornou sem volta, sem saída, diária, forte e infinita, mas além disso a umbanda entrou na minha vida, para transformar a minha vida e se transformar em minha vida. 

Axé!

(Autor: Alcides Costa)



terça-feira, 3 de outubro de 2017

O que falta na umbanda?

Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.

Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem, ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:

- Do que a Umbanda precisa?

E assim um a um foram respondendo:

- Mais união...

- Mais estudo...

- Mais divulgação...

- Mais respeito...

- Mais reconhecimento...

Mais, mais e mais...

Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:

- Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!

Silêncio repentino no ambiente.

Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.

Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:

- É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.

Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.

Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.

Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.

Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.

Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa.

Fonte Cabana Pai Joaquim




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Você sabe como a umbanda nasceu?

A umbanda é uma religião genuinamente brasileira, com influências europeias (com o espiritismo e o catolicismo), influências africanas (com os orixás, os pretos-velhos e alguns rituais) e a influência indígena (com os caboclos e as ervas medicinais).

Mas você sabe quando começou ou como surgiu a umbanda?

Entre 1907 e 1908, um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, ás vésperas de entrar para a marinha, começou a ter um comportamento muito estranho. Ora ficava curvado e falando coisas incompreensivas, ora se comportava como um animal selvagem, um felino.

Zélio foi examinado por vários médicos e psiquiatras, e os mesmos não encontravam a resposta para todos estes comportamentos. Até que um médico aconselhou a família á levá-lo a um padre pois ele acreditava que era algo espiritual. Seguindo os conselhos do médico levaram até um padre, mas não tiveram nenhum sucesso.

Sem respostas e como a família estava desesperada, resolveram levar o jovem a um centro espírita. No dia 15 de novembro de 1908, Zélio se encontrava em uma reunião dentro de um centro e como foi convidado a fazer parte da mesa, sentou-se em uma das cadeiras.

Alguns minutos depois, incomodados com algo, Zélio levantou-se, foi até um jardim do lado de fora, colheu uma flor branca, pegou um copo de água, colocou no centro da mesa junto com a flor, afirmando que estava faltando estes elementos para começarem a reunião. Todos que estavam sentados á mesa ficaram espantados, já que, uma vez começado a sessão ninguém poderia se levantar para deixar o seu lugar.

Começando a sessão, Zélio incorporou alguns espíritos de pretos-velhos e índios. O dirigente do centro alertou a estes espíritos que não podiam fazer aquilo e muito menos permanecer naquele lugar.

O espírito de um índio, inconformado com aquela situação, questionou o por quê não podiam ficar. Uma médium afirmou que ele não era um espírito de luz e que precisava procurar ajuda para conseguir.

Ouvindo isto o espírito lhe disse:

Representação do Caboclo das Sete Encruzilhadas

- Você me julga por eu ter a aparência de um índio? Você diz que não somos evoluídos porque temos a aparência de índios e de escravos?

Alguém perguntou para ele qual era seu nome.

- Eu preciso ter um nome? Já que eu preciso ter um, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas pois não terá barreiras para me conhecerem. E tem mais. Á partir de hoje surgirá uma nova religião onde todos serão bem vindos. Amanhã, neste mesmo horário na casa de meu menino terá a primeira reunião. Todas as pessoas que precisarem de ajuda encontrarão o conforto e a palavra amiga sem distinção.

No dia seguinte, no mesmo horário, os membros do centro duvidando de que o que fora profetizado não iria acontecer, se depararam com uma multidão de pessoas em frente a casa de Zélio. Dentre as pessoas que precisavam ouvir, haviam também pessoas incorporando espíritos de índios e de pretos-velhos.

Nesta casa foi fundada por Zélio Fernandino de Morais, o primeiro terreiro de umbanda com o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, situada no Rio de Janeiro.

Á partir deste dia a umbanda só vem a crescer nestes 109 anos de existência, ajudando centenas de pessoas que necessitam de ajuda, sem fazer distinção de cor, classe social ou raça! A umbanda sempre vai abraçar aqueles que precisam de uma palavra de amor.


Primeiro terreiro de umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade - Rua Floriano Peixoto, 30 - Neves /RJ

  

domingo, 1 de outubro de 2017

Xangô, o rei de Oió!

Xangô sincretizado com São Pedro  comemorado em 29 de junho ou São Jerônimo comemorado em 30 de setembro.

Saudação: Kawó-Kabiesilé (forma com que os Orixas são reverenciados);

Cores: Vermelho e Branco ou Vermelho e Marrom ou Marrom e Preto ou Marrom e Branco ou somente Marrom ou vermelho.As cores representam os Orixás, e podem variar segundo a linha religiosa;

Dia da Semana: Quarta-Feira;

Elementos: Fogo, Vulcões, Tempestades, Sol, Trovões, Terremotos, Raios, criador do Culto de Egungun, senhor dos mortos, desertos e formações rochosas;

Elemento Livro: os livros representam Xangô porque este orixá está ligado as questões da razão, do conhecimento e do intelecto. Bem como a Justiça e o Direito;

Ferramenta: Oxê, machado duplo de dois cortes laterais feito e esculpido em madeira ou metal;

Pedra: Meteorito;

Domínios: Justiça, Poder Estatal, Questões Jurídicas, Pedreiras;

Oferendas: Amalá, cágado, carneiro, e algumas vezes cabrito. Gosta de Orobô, mas recusa Obi (noz de cola), ao contrário dos demais Orixás;

Dança: Alujá, a roda de Xangô. São vários toques que falam de suas conquistas, seus feitos, suas mulheres e seu poder e domínio como Orixá.

Animais associados a Xangô: Tartaruga, Falcão, Águia, Carneiro e Leão.


Artista: Dique do Tororó

Kaô Kabecilê!!! Salve o rei Xangô!!!

Dia 30 de setembro é um dos dias dedicado ao grande orixá Xangô. Um dos dias porque dependendo da casa onde o médium frequenta, o lugar que o terreiro fica esse dia pode mudar. Aproveitando que o dia é dele, vamos conhecer um pouco o nosso rei?

Xangô , senhor supremo da justiça. Xangô é o orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É sincretizado com São Pedro ou São Jerônimo.

Xangô teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá (Iansã) , Oxum e Obá.

É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.

A morte pelo raio é considerada uma punição do Senhor da Justiça. Da mesma forma, uma casa atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de Xangô.

Xangô é considerado o rei de todo o povo yorubá. Ele foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, muitos Orixás possuem relação com os Egunguns mas, ele é o único Orixá que, verdadeiramente, exerce poder sobre os mortos, Egungun.

Xangô é a roupa da morte, Axó Iku, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.

As qualidades de Xangô

Afonjá – Afonjá, o Balé (governante) da cidade de Ilorin. Afonjá era também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história de Oió, no início do século dezenove, Oió era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o podes absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oió e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oió. Com isso o Rei de Oió Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traíu o Império Iorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traíu seu antigo rei ele voltaria a trair tantos outros.

Obá Kosso – Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oió, tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando de sua chegada em Oió foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.

Obá Lubê – Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.

Obá Irù ou Barù – Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra,senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra.

Obá Ajakà – Também intitulado Bayaniym, ”O pai me escolheu“ , que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.

Obá Aganjù – Aganju representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões.

Obá Orungã – Filho de Aganju Solá e Iemanjá, Orungã é dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.

Obá Ogodô – Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.

Jakutà ou Djakutà – Jakutá, é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.

Obá Arainã – Oroinã e Oraniã – Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganju em sua forma humana.

Olookê – Orixá dono das montanha, em algumas lendas é um dos filho de Oraniã, foi casado com Yemanjá.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Religião X Espiritualidade

Leia o texto abaixo e reflita! Atualmente TODOS estão brigando porque acredita que a sua religião é melhor que a outra e que por isso você vai conseguir a salvação e o outro vai queimar no fogo do inferno. Será que isso realmente existe?

O autor do texto é Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) que foi padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês.

"A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma. 
A religião é para os que dormem. 
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados. 
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior. 
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. 
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo. 
A religião ameaça e amedronta. 
A espiritualidade lhe dá Paz Interior. 
A religião fala de pecado e de culpa. 
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".. 
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro! 
A religião não é Deus. 
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus. 
A religião inventa. 
A espiritualidade descobre. 
A religião não indaga nem questiona. 
A espiritualidade questiona tudo. 
A religião é humana, é uma organização com regras. 
A espiritualidade é Divina, sem regras. 
A religião é causa de divisões. 
A espiritualidade é causa de União. 
A religião lhe busca para que acredite. 
A espiritualidade você tem que buscá-la. 
A religião segue os preceitos de um livro sagrado. 
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros. 
A religião se alimenta do medo. 
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé. 
A religião faz viver no pensamento. 
A espiritualidade faz Viver na Consciência.. 
A religião se ocupa com fazer. 
A espiritualidade se ocupa com Ser. 
A religião alimenta o ego. 
A espiritualidade nos faz Transcender. 
A religião nos faz renunciar ao mundo. 
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele. 
A religião é adoração. 
A espiritualidade é Meditação. 
A religião sonha com a glória e com o paraíso. 
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora. 
A religião vive no passado e no futuro. 
A espiritualidade vive no presente. 
A religião enclausura nossa memória. 
A espiritualidade liberta nossa Consciência. 
A religião crê na vida eterna. 
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna. 
A religião promete para depois da morte. 
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida."


"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... 
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana..."