sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Oráculo na umbanda?

Se procurarmos no dicionário o significado para a palavra ORÁCULO, encontraremos a seguinte definição: "Substântivo masculino. Resposta dada por uma divindade à alguém em uma consulta por uma pessoa preparada para tal."

Antigamente as pessoas passavam por uma preparação para entrar em contato com os objetos tidos como oráculos. Hoje alguns deles são utilizados por pessoas para o seu auto-conhecimento, como por exemplo o tarot de Marshella.

Dentro de algumas religiões estes objetos são utilizados como forma de se ter respostas de uma divindade ou algo supremo, energia superior ou algo parecido. Principalmente na umbanda e no candomblé. 

Para o uso apenas de auto-conhecimento podemos dizer que a pessoa precisa apenas estudar para ter a leitura do oráculo que se quer conhecer. Porém dentro da religião precisamos ter alguns cuidados além do estudo. Vamos conhecer um pouco sobre os oráculos utilizados dentro da umbanda e do candomblé. 

No candomblé o oráculo que se usa, e que é muito conhecido, é o jogo de búzios. Este jogo consiste em um tabuleiro para jogo de Ifá e 16 conchinhas conhecidas como búzios. Não é qualquer pessoa que pode abrir um o jogo.  Só pode manuseá-lo quem foi iniciado nesta religião e passado por um processo que dura em média sete anos. E é levado em conta também se esta pessoa tem a autorização do seu orixá para abrir o jogo. Normalmente essa pessoa é conhecido como Babalorixá ou Yalorixá

No candomblé,  o jogo de búzios é realizado para que os consulentes (pessoas que vão se consultar) tenham alguma orientação dos orixás. Esta é a forma que o divino tem para se comunicar com os mortais.



Na umbanda os oráculos são utilizados por entidades da linha do oriente: os ciganos. Essas entidades utilizam as cartas do baralho (seja cartas do tarot ou baralho comum), dados, borras de café, folhas de chá, as linhas da palma das mãos entre outros.

O médium pode manusear estes oráculos sem incorporar a entidade e dar as suas consultas, porém ele precisa se conectar com a mesma para ter uma boa leitura no oráculo escolhido realizar um ritual que vai depender da casa para casa.

O médium também passa por uma preparação. Banhos e meditações são alguns exemplos no processo, que como dissemos acima depende de casa para casa.




Tanto no candomblé como na umbanda os médiuns precisam manter sempre um estudo além da preparação para manusear o oráculo. Além de ter sempre uma conecção, seja com o seu orixá ou a sua entidade.




quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Agradeça por tudo!

Temos que agradecer a Deus, cada dia que amanhece. Pois nada é mais belo que o nascer do sol. 

Viver é uma dádiva concedida por Deus, portanto, nada melhor do que festejar todos os dias da nossa vida.

"Pra você que está aí sentado. Encolhido diante de tantos  problemas que vem enfrentando, não desiste. Mesmo que tudo pareça estar fora do alcance de suas mãos. Mesmo que o medo cegue a sua visão e te impeça de enxergar as soluções. Acredite!

Nada é por acaso. As tormentas fortalecem. Nos despertam de nós mesmos. Você se sente incapaz, mas Deus conhece seu coração e sabe até onde você consegue ir. 

Não busque culpados. Aceite o peso de suas escolhas e omissões. Você está acuado em você mesmo. Não vê as possibilidades e nem pensa em levantar.  

Eu não sei os pesos que carrega. Mas Deus sabe e Ele vem em seu socorro. Ele traz acalento. Conforta e te segura pela mão. Não desiste. Não se de por vencido. Você nasceu para ser um vencedor!

Pense nisso!








terça-feira, 5 de setembro de 2017

Oxalá e Xangô

Conta a lenda que Oxalá queria ver muito o seu filho Xangô na cidade de Oyó. Neste tempo as pessoas, antes de sair de sua cidade para viajar, consultavam Ifá para saber se seria um bom momento ou não a se realizar o que queria. Não diferente, Oxalá foi consultá-lo:

- Ifá estou com muitas saudades de meu filho que mora na cidade de Oyó. Gostaria muito de revê-lo...

Ifá pegou suas ferramentas e depois de muito observar os objetos respondeu:

- Não é um bom momento para viajar não...

- Mas faz um bom tempo que não o vejo - disse muito triste.

- Tudo bem, mas para você ir, precisa fazer algumas coisas. Antes de viajar você vai se banhar e colocar um roupa toda branca, ficar tranquilo, levar três mudas de roupas limpas e não pare no caminho para ninguém e por ninguém. Chegando em Oyó, não fale com nenhuma pessoa até encontrar com seu filho.

- Tudo bem. Vou fazer isto.

No dia de sua viajem, Oxalá se banhou, trocou a sua roupa, arrumou sua bagem e iniciou sua jornada. No meio do caminho encontrou um senhor, com uma aparência muito cansado carregando um balaio cheio de carvão. Este senhor pediu ajuda para Oxalá que pensou:

"Ifá disse para não conversar com ninguém. Não deve ter problema nisso. Vou ajudá-lo."

Pensando nisso, Oxalá já ia pegando o balaio e de repente os carvões todos caíram sobre a sua cabeça, sujando toda a sua roupa. Vendo essa situação toda ouviu o senhor rindo e quando olhou viu Exu.

- Ha ha ha ha ha ha ha!!! Exu enganou Oxalá! Agora ele está todo sujo!

Oxalá vendo e ouvindo tudo isto pegou suas coisas, procurou um rio para se lavar e trocar suas roupas. Terminando, continuou sua jornada onde encontrou novamente um senhor com um porrão cheio de vinho de palma.

Este senhor pediu novamente ajuda e novavamente Oxalá ajudou. Quando foi pegar o porrão, o vinho todo caiu sobre ele, sujando-o novamente. Oxalá ouviu mais uma vez uma gargalhada e viu Exu que falou:

- Enganei novamente Oxalá! Oxalá está cheio de vinho de palma!

Mais uma vez Oxalá pegou suas coisas, procurou um rio para se lavar e trocar pela segunda vez a sua roupa. Continuou sua viajem e mais para frente encontrou novamente um senhor que carregava um porrão de dendê. Mais uma vez um pedido de ajuda foi feito e mais uma vez Oxalá estava pronto a ajudar

Quando ia levantar o porrão, Oxalá se sujou todo de dendê e pela terceira vez ouviu uma gargalhada e viu Exu dizendo:

- Enganei pela terceira vez Oxalá! Oxalá não cansa de ser engando por Exu...?

Muito triste, foi procurar um rio para se lavar. enquanto se limpava Oxalá lembrou do que Ifá disse á ele e decidiu não ajudar mais ninguém. Chegando na cidade de Oyó, todo sujo e cansado, viu o cavalo que dera a seu filho perdido e foi pegá-lo para levar até o seu dono, já que deveria ter fugido.

Alguns soldados do reino de Xangô avistou o cavalo reconhecendo o animal. Pensando que era o ladrão de cavalos, pois a aparência que Oxalá tinha era irreconhecível, levaram-no para o reino e prenderam-no. 

Desta vez Oxalá lembrou que Ifá tinha dito para não falar nada chegando á cidade e não se defendeu. Ficou calado, preso por muito tempo e por nada o que acontecesse Oxalá falou uma palavra.

Com o tempo, Oyó começou a passar uma dificuldade muito grande. As colheitas estavam minguando, a terra ficou arenosa e as águas estavam escassas. Xangô foi consultar Ifá que lhe disse que em seu reino havia um inocente preso.

Xangô que não suportava injustiças, pediu para seus soldados verificarem os presos e queria saber quem era este preso inocente. Algum tempo depois, Xangô viu os soldados trazerem um senhor, de barba e longos cabelos brancos e ao se aproximarem reconheceu o seu pai. Xangô muito envergonhado, pediu perdão a ele e o carregou em suas costas até a sua casa para que Oxalá pudesse se banhar e pediu a seu reino para preparar a maior e melhor festa que a cidade de Oyó já teve para se redimirem de seu pai.



domingo, 3 de setembro de 2017

Por que sou umbandista?

Porque Exu me ensinou que se eu desejo algo, eu tenho que conquistar!

Porque a Pombagira me ensinou que o melhor amor não é amarrado!

Porque os Baianos me ensinaram que a felicidade é uma permissão que temos que nos dar!

Porque os Marinheiros me ensinaram que mesmo que a vida balance, o naufrágio só acontece se eu não me manter firme!

Porque os Boiadeiros me ensinaram que só os verdadeiros amigos permanecem ao meu lado!

Porque as Pretas e Pretos Velhos me ensinaram que arrogância não nos leva a caminho nenhum que seja bom!

Porque os Ibejis me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe!

Porque Pai Omulu me ensinou que não existe sofrimento em recomeçar tudo outra vez!

Porque Ogum me ensinou que não se vence batalhas com a guerra!

Porque Iansã me ensinou que se vence as tempestades da vida com a cabeça erguida!

Porque Oxum me ensinou que o amor vale mais que o ouro!

Porque Xangô me ensinou a confiar na justiça divina e não na minha errante!

Porque Iemanjá me ensinou a acolher as pessoas, e não a fugir delas!

Porque Oxossi me ensinou que a minha coragem é o suficiente para realizar meus sonhos!

Porque Nanã me ensinou que a paciência nos faz chegar mais rápido e com mais certeza em nossos objetivos!

Porque Oxalá me ensinou que pra ser bom eu não preciso ser santo, mas que eu não faça nada que vá contra uma outra pessoa!

Porque Deus me ensinou que ele não tira nada de mim, nem mesmo se for pra me dar algo melhor!

Olorum me ensinou que o que eu conquisto é mérito meu, fazer permanecer comigo é outro mérito! E que se for por meu merecimento Ele me dará muitas coisas sem tirar nada do que já possuo!

Por que sou Umbandista? Porque minha religião não faz discriminação, ela não mede minha fé pela quantia de bens que eu tenho.

Porque ela não faz comparação entre os membros participantes, porque dentro do terreiro somos uma família unida na fé!

Por isso sou Umbandista!

(Autor desconhecido)


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Festa de cigano 2016

Mais uma festa do ano passado!!! Desta vez é a dos ciganos, uma festa muito colorida, alegre, tudo como os ciganos gostam!!!






O uniforme branco e o preto velho.

O Preto-Velho tá sentado no seu toco, olhando para a gira, fumando o seu cachimbo, conversando com seu cambone:
– Fio, suncê sabe por que se usa branco no terra de chão*?
– Sei não, meu pai – responde o Cambone.
– É porque no branco é fácil ver a sujeira, fio.
– Ah sim, meu pai! Eu lavo meu uniforme sempre. – Completa o Cambone.
– Não é dessa sujeira que negô tá falando fio. É da sujeira da alma, é pra lembrar que a alma tem que também estar limpa zinfio. Negô vê muito cavalo vestindo farda engomada e alvejada, mas que tá com a alma toda suja zinfio. Assim, suncê consegue entender negô?
O Cambone olha para um lado e para o outro e vê aquele corpo mediúnico todo vestido de branco, sem uma mancha no seu fardamento.
– Negô “aprefere” suncê sujo de terra, mas trabucando* para ajudar o irmão, do que todo vestido bonito e brilhante, sem sair do lugar por medo de se sujar.
Assim, nego continua sua baforada, rindo, daqueles que acham que a aparência importa e também de que a ordem vem do ayê para o Orum…
– Suncês tão si “insquecendo” zinfio, que nego não precisa tá aqui. Negô quer estar aqui. He he!

♪”A fumaça do cachimbo do negô,

Voa no ar só não vê quem não quer.

He He! A Mironga de nego é no pé!
Vôa no alto, só não vê quem não quer."

(Douglas Rainho)





quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Festa de seu Zé Pilintra 2016

Boa noite para quem é de boa noite!
Bom dia para quem é de bom dia!

Estou postando mais uma festa realizada pela nossa casa!!! Festa do seu Zé Pelintra que aconteceu em março de 2016. Mais uma festa linda que os filhos realizaram!