quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Dia de soprar canela em casa!

A canela é conhecida pela humanidade há mais de 2500 a. C. Aromática, adocicada, ligeiramente amarga. É muito utilizada em bolos, leite, doces, frutas principalmente maçãs e peras, sobremesas com chocolates. No Oriente Médio e no norte da África utiliza-se na culinária salgada como por exemplo cordeiros e berinjelas recheadas.

A canela é originária do Ceilão (atual Sri Lanka), Birmânia, Índia e descoberta pelos chineses. Ela era muito procurada pela Europa e muito lucrativa em comércios. Conhecida como um símbolo da sabedoria, foi usada pelos gregos, romanos e hebreus na Idade Antiga para aromatizar vinhos. Na China e Índia era utilizada para fins religiosos. 

A canela é uma casca macia depois de retirar a primeira camada da caneleira. Esta casca é cortada em pedaços e colocada para secar ao sol onde as suas pontas enrolam e daí tomam o formato de pequenos canudos. Atualmente não tem a importância como no passado, mas que é utilizada em algumas simpatias e rituais religiosos, principalmente pela linha dos ciganos na Umbanda.

Ao manusear a canela em suas magias, seu poder pode atrair dinheiro, prosperidade, sucesso e amor para a pessoa. 

Você pode fazer uma simpatia usando a canela para movimentar a energia relacionada ao dinheiro, sucesso material e a melhoria financeira de sua vida.

Coloque um punhado de canela em pó na palma de suas mão. Sopre a canela de dentro para fora na entrada de sua casa dizendo "Quando essa canela eu soprar, a prosperidade aqui irá adentrar. Quando essa canela eu soprar, a fartura irá entrar para ficar. Quando essa canela eu soprar, a abundância aqui irá morar!"

Quando terminar de soprar, bata uma mão na outra acima de sua cabeça e só depois limpe em algum pano. Esta simpatia pode ser realizada em todo dia 1 de qualquer mês. Faça com fé e aguarde os resultados! Asè! 



terça-feira, 31 de outubro de 2017

Obaluaiê escreve para seu filho

Olá meu filho(a)!

Pensou que eu não falaria nada, pensou mesmo que eu deixaria de escrever para você?! Ah, como você é ingênuo(a) e ainda não conhece as milhões de maneiras do orixá falar.

Filho(a), quem ama cuida e não esquece. Por isso vim escrever para você, dizer em algumas palavras o que quero de ti e principalmente o que você é para mim.

Meus filhos são difíceis, bastantes teimosos, mas possuem um coração de ouro. Me baseando nisso, primeiro quero lhe deixar uma mensagem, quero que reflita e pense se vale a pena ou não perdoar.

Sabe, eu nasci, fui "abandonado" por minha mãe; fui largado ao relento e por conta disso sofri muito.

Mesmo com tantas coisas ruins, fui agraciado com a presença de uma pessoa que me acolheu e me cuidou. Eu fui rejeitado por muitos, mas nunca deixei de ser quem sempre fui. O tempo passou e das mágoas nada restou. Hoje, eu danço ao lado da mulher que me abandonou.

Acima, citei uma passagem de minha vida que foi difícil, mas venci. Desta forma, quero que você apesar de todos os momentos difíceis, VENÇA! Além disso, é preciso saber perdoar, pois quando se há amor, o que prevalece é tudo aquilo que é verdadeiro. Então ame, seja você e aja de maneira intensa, com responsabilidade, sem temer o amanhã. Seja você, seja eu, seja nós, pois eu estou com você sempre.

Te escolhi pela garra, te escolhi pela alma.

Quero que seja amor, quando quiserem que seja guerra;

Quero que seja alívio, quando quiserem que seja o problema.

Eu todas as noites ouço seus sussurros, principalmente de dentro de seu quarto, sempre que coloca a cabeça no travesseiro e se deita sob seu braço. Ouço você me chamar, em meio a tantas lágrimas me implorar para que as dores eu alivie e que os problemas eu solucione. Sei que não acredita que eu esteja por perto, mas filho(a), eu estou.

Não alivio sua dor, nem soluciono seus problemas, mas estou do seu lado, dando força e te reerguendo sempre ao cair. Sabe o motivo? Porque pessoas fracas procuram um modo mais fácil de vencer, já pessoas fortes, LUTAM!

Acorde, se posicione, seja a certeza de sua vida e não a dúvida.

Levante, seja caminho e não obstáculo.

Você é muito importante para mim, por isso zelo dia e noite por você.

Obrigada por tudo, até mesmo por não me agradecer, pois o que vale é o que vem do coração e da sua alma e por isso EU AMO VOCÊ!

Fica comigo, pois eu estou contigo.

Seu pai Obaluaiê/Omolu
(Autor desconhecido)



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Qual é a diferença de UMBANDA e CANDOMBLÉ?

Interagindo com alguns grupos de seguimentos religiosos, uma pergunta muito frequente entre os grupos é "qual a diferença de umbanda e candomblé?". Pensando nisso vamos conversar um pouco sobre essas diferenças, pois elas existem e muitas! Apesar de uma influenciar a outra, as duas religiões são distintas.

A UMBANDA, como já vimos em um artigo do blog, é uma religião brasileira, que sofreu influencias dos indígenas, dos negros e dos europeus. Os indígenas influenciaram com o manuseio de ervas naturais para moléstias do corpo. Os europeus influenciaram com as imagens católicas, onde acabaram sendo sincretizados por imagens dos orixás e os negros contribuíram com a presença dos orixás. Claro que não foram apenas esses pontos, existem muito mais contribuições por parte destes três povos.

A mediunidade se manifesta na incorporação de espíritos, que tem afinidade com determinada linha de trabalho, nos médiuns. Muito parecido com o que os espíritas kardecistas estudam e praticam.

O CANDOMBLÉ, é uma religião africana, que chegou em terras brasileiras junto com os negros. Nesta religião cultua-se e acredita-se nas forças da natureza. Cada elemento tem o seu ponto de força e seu deus chamado de orixá. 

A manifestação da mediunidade é a incorporação dos orixás propriamente dito. Claro que os médiuns vão incorporar parte da energia dos orixás, pois se alguém o fizer por completo, o corpo não aguentaria. 

Quando os negro foram trazidos para o Brasil, dentre muitas coisas, trouxeram a sua mitologia com as histórias de seus deuses (os orixás). Na Africa existem centenas de orixás e por causa da história, a geografia de nosso país, "sobreviveram" aqui apenas 16 orixás (os que são mais conhecidos). 

De um modo geral, na umbanda aparecem apenas nove orixás: Oxalá, Obaluaiê/Omolu, Oxóssi, Ogum, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã sincretizados por santos católicos.

No candomblé esse número aumenta para dezesseis: Exu, Ogum, Odé (Oxóssi), Obaluaiê, Nanã, Ossãe, Oxumarê, Ewá, Iemanjá, Oxum, Oyá (Iansã), Oxaguiã, Oxalufã, Omolu, Logun Edé, Xangô.

A pessoa que representa e que fundou a umbanda é o Zélio Fernandino de Morais. No candomblé temos a Ludovina Pessoa que fundou a Roça do Ventura e o Terreiro do Bogum (candomblé da nação Jeje), Francisca Silva (Yá Nassô) que fundou o candomblé da Barroquinha, mais tarde virou a Casa Branca do Engenho Velho (nação Ketu) que é considerada o primeiro terreiro de candomblé e hoje é um patrimônio histórico.

Como vimos existem muitas diferenças entre essas duas religiões. Mas mesmo tendo as suas diferenças, são duas religiões lindas e respeitáveis! 







quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Iemanjá Sessú

YEMONJÁ SESSÚ, IYÁ SESSÙ, SUSURÈ é a mensageira de Olokum, a da água turva, escura. Trata-se da mãe do lodo, das algas marinhas, do plâncton, do musgo, da biomassa que alimenta a maioria dos seres dos mares e oceanos e das coisas que se decompôem no fundo do mar. 

Rege as águas escuras e agitadas, a ressaca, a espuma dos barcos, os esgotos, as latrinas e cloacas que desaguam no mar. A essa qualidade de Yemonjá, pertencem os cisnes, gansos, marrecos, patas, e todos os animais da mesma espécie. 

Muito austera, séria e trabalhadora. Possui um temperamento instável, ora está calma, ora está agitada e é severa com seus fiéis, é tida como uma das Iyemonjás que encabeçam o culto as águas. Tem uma grande ligação com Nanã, mas também com todas outras iyagbás velhas.

Sua ligação com Omulu está também ligada à outra qualidade, ou fase, de Yemonjá, mais precisamente Iyá Sogbà onde aparece alternadamente as fases de criação daquele orixá. É ela quem aparece em todos os itans, e coloca os xaorôs em Obaluaye. É ligada a Esù por ser mensageira de Olokun e também a Odé que foi seu esposo.

Vive na pororoca e no mar junto com Olokun Seniade sendo sua filha predileta. Recebe suas oferendas na companhia dos mortos (eguns das águas). É muito lenta em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas do pato a ela sacrificado, e caso se engane na conta, começa de novo e essa operação se prolonga indefinidamente. É muito ligada ao ciclo da gestação. Voluntariosa, ranzinza e respeitável, é uma qualidade de Yemonjá rara, difícil de se cultuar.

Vários zeladores costumam raspar outra qualidade de Yemonjá quando este caminho se apresenta regendo a vida de alguém, com o receio deste caminho estagnar ou parar a vida do filho. Vive nas águas sujas e lodosas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Ogum e Obaluaiyê.

Não come sem Ogum, e se este for esquecido a vida do filho não anda. Outros rumores também dão conta de que ela puxa de uma perna… Alguns dizem que ela é jovem, outros que ela é velha. Conta-se que ela juntamente com Iyá Malelewò tingiram os oceanos de azul. Veste branco, verde água, verde musgo e suas contas branco cristal. Sai com muitos colares de búzios, conchas, braceletes, adê, essa Yemonjá sai somente com um abebe com o desenho de uma estrela.

Como toda a família do Mar, Iyá Sessu tem seu lugar bem definido, ela é responsável pelas ressacas e também por receber a água doce, por isso sua associação a Oxum. Em alguns momentos, aparece ao lado de Osogiyan e em outros momentos aparece como mãe de Omolu, por ser a mais próxima com a família de jejê.

LENDA

Diz a lenda que de todas filhas de Olokun, Iyá Sessu era a mais desorganizada, ela nutria por seus objetos enorme paixão, o que a fazia não jogá-los fora nunca, juntando assim uma enorme bagunça em sua casa (colecionismo).

Certo dia Olokun foi visitá-la e chegando viu a casa da filha em completa desordem, então com seu enorme poder, disse a filha que ela teria 8 dias para arrumar tudo. Desesperada ela saiu a procura de alguém que ajudasse, e encontrou na beira da praia Osogiyan, que olhava intrigado para as ondas, onde já havia conquistado seu reino, mas ainda não entendia a imensidão do mar, e a ele pediu ajuda:

- Osogiyan, Olokun disse que eu tenho apenas 8 dias para arrumar minha casa, porém eu não quero me desfazer de nada. – Disse Iyá Sessu.

- Iyá, eu posso te ajudar, ganhei de meu pai, Obatalá, uma grande casca de igbin que nela cabe todas as coisas do mundo, posso lhe dar e com isso você pode guardar suas coisas, e assim deixar sua casa arrumada.

- Mas e suas coisas? – disse ela.

- Não se preocupe, foi me dado esse presente mágico, quando saí das terras de meu pai para conquistar meu próprio reino, contudo minha conquista não terminou, preciso entender o mar, então você me ensina os segredos do mar e eu lhe dou essa casca de igbin que tudo guarda.

E assim foi, quando Olokun chegou a casa da filha, encontrou tudo arrumado surpreso perguntou a ela o que ela fez para em tão pouco tempo colocar tudo em ordem. Ela disse que fizera um acordo com Osogiyan. Sabendo que isso não resolveria o problema da filha, Olokun gritou a todos os mares, que sua filha Iyá Sessu a partir daquele momento seria responsável pelas ressacas, onde no mar só ficaria aquilo que era de direito... Por isso hoje quando acontece as ressacas Iyá Sessu é louvada!





terça-feira, 24 de outubro de 2017

" Meu Deus não é o mesmo que o seu????"

- Vô... tô triste.. não sei se vou continuar na banda...

- Pruquê zifia?

- Toda minha família é de outra religião..e diz que o Deus que adoramos não é o mesmo da bíblia...

- Ah é zifia...

- Zifia...qual é seu nomado?

- O senhor sabe vovô... É Thaís!!!

- Ué zifia...todas vez que te chamo de zifia...suncê me atende!!!!

- É por que sei que o senhor tá falando comigo!!!

- Ah sim...e suncê sabe que é suncê quando sua mãe te chama de menina, sabe que é suncê quando seu pai diz princesa, sabe que é suncê quando seu perna de calça diz linda, ou quando aquela sua amiga cabelo de fogo diz Tatá...?

- Sei claro....

- Então zifia.... Quando chamo Deus de Zambi...ele também sabe.... Se um fio o chama de Deus, Elohin, Alah, senhor, mestre.... Suncê acha que ele não sabe?

- Zifia....nosso Ori é miúdo....nunca conseguiu entender Deus... Então para gente poder aceitar.... Demos á Ele vários nomes e formas, demos roupas, demos regras....demos a ele o que podíamos entender... Essas formas fazem reflexo do que a cabeça de quem foi tocado a falar sobre essa força maior idealizou....seja o livro dos moços da igreja, ou dos moços que vieram antes de Jesus, seja no livro dos que chamam Zambi, de Alah.....seja qualquer outro... Aquilo é só uma forma de tentar entender o que  não é compreensível.......

- Existe várias religiões...apenas por que ele quer todos próximos dele... então mesmo tendo sobre sua cabeça a Coroa de Rei do universo...Ele atende por qualquer nome, em qualquer lugar....na mais bonita igreja, ou aqui nesse terreiro.... tão humilde.... Ele é rei!!!! Mas se adapta a forma que vai tocar o coração de cada um do seus fios.... ele permite que seus Orixás... venham...sejam como santos...sejam como anjos...ele permite que esse nego véio , venha ajudar...seja nessa forma..ou na forma de um Mestre....usando essa língua tosca...ou usando uma linguagem que poucos vão entender.....acalma o coração zifia....ele está no meio de nós.

(Ditado por Vô Bernado)



domingo, 22 de outubro de 2017

A dedicação do médium na umbanda.

A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade, o amor fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.

Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médium de Umbanda vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu dom mediúnico, que na verdade foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.

As incorporações, os passes e descarregos formam o conjunto de afazeres espirituais do dia a dia do médium. Portanto, o médium é patrimônio maior desta maravilhosa religião que é a Umbanda.

Acontece que a mediunidade é uma faculdade e como toda faculdade psíquica precisa ser aprimorada e disciplinada. Na religião alguns critérios devem ser sempre observados.

Quando um médium entra em trabalho, ele estabelece uma ligação com a espiritualidade.

Esta ligação gera uma constante descarga elétrica no sistema nervoso do médium. Por este motivo é que se faz importante a disciplina da mediunidade. O médium precisa aprender a fazer e desfazer esta ligação para evitar o desgaste do sistema nervoso.

Médiuns faltosos, ausentes das sessões de desenvolvimento, doutrinas, sessões de descarrego e passes estão sujeitos a sofrer as consequências destes transtornos elétricos como debilidade do sistema nervoso e patologias degenerativas.

A intensidade do dom mediúnico está intimamente ligada a força espiritual do médium. Essa força resulta do aprendizado moral e de um conjunto de pontos que alicerçam os degraus da evolução. 

Podemos chamar este conjunto de as 7 forças do médium.

São 7 por este representar para a umbanda um número que fecha ciclos como as 7 linhas da umbanda, as 7 lágrimas derramadas pela dor da visão sábia dos pretos-velhos entre outros.

Conselhos para os Médiuns

1º – Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:

a) Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;

b) Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;

c) Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, mais sábio do que o de seu irmão;

d) Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outro e toda a sua conversa vaidosa ruir. Dê paz ao seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome. Assim você está se fanatizando e aborrecendo a entidade;

e) Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo, entre em sintonia com o astral firmando as ligações com as entidades da sua coroa.

2º – Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim:

a) Faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;

b) Tenha ânimo e força, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;

c) Faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;

d) Não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;

e) Não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;

f) Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.

3º – Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:

a) Não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;

b) No dia da sessão, não use carne, álcool ou qualquer excitante mais de uma vez; Se possível, evite-os.

c) De véspera e após a sessão, evite manter contato sexual; O ato sexual promove grande escape de energia  e consequentemente uma grande baixa energética na aura. 

d) Todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.




sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Borboletas de Oyá

Um dia Oyá sentindo que lhe faltava algo, se ajoelhou e rogou a Ọlọ́run, em resposta o mesmo lhe enviou seres mágicos e belos.

Oyá, sem entender muito, aceitou aquelas belas criaturas mágicas, leves e com uma beleza magnífica, pois cada uma possuía a sua. 

Oyá caminhava, dançava, guerreava e sempre com a companhia desses seres que, no fim de um dia, ao olhar e sentir seus toques trazia uma alegria e felicidade sem tamanho à bela Oyá. 

Depois de muito tempo tendo esses seres como uma parte sua, Ọlọ́run recolheu uma a uma, Oyá novamente se sentiu incompleta, quando se viu sozinha chorou e cada lágrima que escorria em seu belo rosto, um raio cortava o céu dos orixás, que assistiam aquela cena entristecidos.

Ọlọ́run então, veio ao encontro da menina de seus olhos, lhe disse que aqueles seres estavam espalhados pelo mundo a espera dela, e que todos pertenceriam novamente a ela se a mesma os reconhecesse. Então a bela Oyá não perdeu tempo e foi a procura deles. Os orixás se comoveram e a ajudaram a encontrar um a um.

Mas como ela os reconheceria? "Simples", disse Ọlọ́run, "você gritará 'Eparrey'", e aqueles humanos que em seus rostos escorrerem uma lágrima, estes serão chamados de Filhos de Oyá, e que quando você olhar dentro de seus olhos, verá que a alma deles tem o formato daqueles seres mágicos que um dia lhe mandei. 

Esses seres mágicos são hoje conhecidos como "Borboletas de Oyá".

(Autor desconhecido)