quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Prece de Cáritas


“Deus nosso Pai, que Sois todo poder e bondade, dai força para aqueles que passam pela provação, dai luz àqueles que procuram a verdade, e ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus, dai ao viajante a estrela Guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, dai ao culpado o arrependimento, ao espírito, a verdade, à criança o guia, ao órfão, o pai.

Senhor, que vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, Senhor, para aqueles que Vós não conhecem, e esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores, derramarem por toda à parte a paz, a esperança e a fé.

Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a Terra, deixai-nos beber nas fontes desta bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores  se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. 

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos.

Oh, poder! Oh, bondade! Oh, beleza! Oh, perfeição! E queremos de alguma sorte merecer Vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar no progresso afim de subirmos até Vós. Dai-nos a caridade pura e infinita. Dai-nos a Fé e a razão. Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho que se deve refletir a Vossa doce e divina imagem.

Que assim seja!"



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Origem da prece de Cáritas

A prece de Cáritas tem sido constantemente orada por várias gerações de espíritas, umbandistas e espiritualistas.

Quando recitada com a entonação correta, é uma prece de proteção extremamente eficaz, mesmo para iniciantes. 

Diz-se que “CÁRITAS” era um espírito que se comunicava através da médium Madame W. Krell, num grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicógrafas da história do espiritismo. 

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de 25 de dezembro, de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, outras comunicações conhecidas, como: “A esmola espiritual” e “Como servir a religião espiritual”. 

Todas as mensagens que Madame W. Krell psicografava em transe encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em Maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, a própria prece de Cáritas escrita em francês (tal e qual como foi transmitida).

PARA QUE SERVE A PRECE DE CARITAS?

A oração de Cáritas não tem um objetivo claro… Ao fazer a sua oração você pode sentir uma elevação e purificação da alma, inspiração ao amor próprio e caridade com o próximo. 

Para além disto e como já foi dito acima, é uma oração muito boa para proteção, basta ler algumas frases para constatar isso mesmo!

A Prece de Cáritas é muito conhecida, principalmente no meio espírita. É uma oração muito forte, que alcança a profundidade da alma e proporciona uma elevada serenidade e paz de espírito.

Nota: é importante que você faça esta oração de uma forma sentida e não de uma forma mecânica e decorada! Pela sua sublime beleza e poder, a prece de Caritas merece todo o seu amor e compreensão!



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Iemanjá a rainha do mar

Hoje é dia dela, de nossa mãe Iemanjá! A mãe de todos os orixás! A mãe de todas as cabeças! 

E nada mais justo conhecermos mais um itan em nosso blog de nossa mamãe e do jeito mais fofo, através de uma animação encontrada no canal Brasil Cultura no youtube. 

Odocyá! Omiô! Eruia!



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Para refletir...

Recebi esta mensagem pelo aplicativo whatsapp, é muito bom para refletirmos e nos perguntar, como vemos e tratamos nossos babalorixás, yalorixás, pais e mães de santo, zeladores ou dirigentes da casa que servimos? 

"As pessoas, olham para seus zeladores, como um ícone inabalável: estão ali, 24 horas a disposição de todos.

Eu acho isso, muito bonito. O zelador é mesmo, uma referência, não só para seus filhos, como também, para outras pessoas, fora do seu axé.

Muitas vezes, não frequentamos uma casa, mas o zelador pode nos servir de referência, pela sua forma ímpar de agir e, se colocar.

Mas, a maior questão nisso é que, essas mesmas pessoas que, referenciam seu zelador e, repito, acho corretissimo, esquecem que, atrás da fortaleza, há um ser humano.

Esse ser humano, chora sozinho, muitas vezes ri, mas dentro dele, está triste.

Essa pessoa, durante o ano inteiro, por diversas vezes, não tem tempo para sua própria família.

Se divertir???? Só em raros momentos.

Seu barracão, em muitos casos, parece uma "Open House", aberta 24 horas.

E, logo depois de pedir a bença, quando pedem, procuram saber a senha do Wi-Fi, do barracão.

Mas, é raro alguém ligar e, dizer:

- Meu pai/mãe, só estou ligando para saber como o senhor (a), está?

Ou então:

- Mãe/pai, estou indo passar o dia ao seu lado. Hoje eu vou fazer seu almoço.

Ou ainda:

- Estou passando aí, pegar o senhor (a), para dar um passeio ( mesmo que não seja tão longe )

Mas não...

Jogam sobre a "fortaleza", todos seus problemas, que não são poucos. Falam do pseudo amigo do trabalho, dos filhos, do marido, da esposa, do papagaio que está gripado (até veterinário, o pai de santo precisa ser).

E vão derramando seus problemas, sem ao menos, procurar saber da condição do pai de santo, naquele dia.

E, a fortaleza, ali de pé! 

Inabalável. 

Sempre solícito!

Disponível.

De boa vontade.

Os bons momentos da fortaleza, quase sempre, são esquecidos, mas os momentos de raiva, ninguém esquece.

Sentar em uma cadeira de zeldor(a), é missão para poucos (apesar da quantidade excessiva, mas isso é outro assunto).

Essa mesma cadeira, já deu a ele, motivos de alegria e, muitas vezes, motivo de tristeza, rancor.

Não pelo orixá, mas sempre pelas pessoas.

Antes de olhar seu zelador, como uma fortaleza, lembre que ali, tem um ser humano e, por trás dele, sentimentos, carinho, atenção, decepção.

Tudo que você sente, mas acha que ele, não deve sentir.

Axé a todos!"



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

As 7 forças de um médium


1 - O AMOR - É O Supremo criador, o poder absoluto que gerou a natureza e todas as outras coisas. É a força eterna, fonte do tudo e do nada. O amor é a base de tudo, envolve a estrutura de todos os fatos no desenvolvimento.

2 - A PIEDADE - É o sentimento de devoção e de dar auxílio, ajudar, compadecer do sentimento alheio. Bondade para com o próximo, que causa para o médium um bem-estar no ato. É a força doada pelo Criador do Céu e da Terra, exemplificada na criação do Universo astral, como segunda via de evolução para voltar ás origens.

3 - A HUMILDADE - É o sentimento de simplicidade nas expressões a si mesmo; submissão á força superior; conhecimento de sua razão e respeito á do outro. Pedir com devoção conhecendo o seu valor e o da fonte superior. Conhecer o seu lugar, o seu eu, a sua missão, para seguir o seu caminho com resignação.

4 - A FÉ - É o sentimento da crença, do crédito, do valor recebido, a confiança, a graça alcançada vinda de "cima", das forças superiores. É também, complemento da força da humildade.

5 - A FIRMEZA - Esta é a força adquirida pela sabedoria. O equilíbrio de forças adquirido através da pesquisa, do interesse, na busca dos conhecimentos das Leis Sagradas. Conhecendo estas Leis, terá forças para saber como agir e porque agir. É saber pagar o que deve, para receber o que merece.

6 - A SEGURANÇA - Forca adquirida pelo conhecimento da origem das coisas. Só se sente seguro em determinado lugar quem conhece profundamente este lugar. Quando estamos numa ponte, só nos sentimos seguros quando vemos as suas estrutura, suas bases, o material de que é feita, quem a fez e com que finalidade. Conhecendo a origem da ponte, então nos sentimos seguros. E nós, o que somos?, Como nos sentimos seguros de nós mesmos sem conhecer a nossa origem!

7 - A FORÇA - É o conhecimento dos rituais e da magia. A força do médium depende de seus conhecimentos da mística espiritual. Estes conhecimentos são adquiridos á medida que são merecidos e dados ou autorizados pelo Pai de Coroa (guia de frente).



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Oxum e sua dança

Olá irmãos de fé!

O blog teve que parar alguns dias, pois eu estava me dedicando um pouco mais aos orixás, nossos queridos e amados orixás!

Mas estamos voltando com corda total e com prováveis novidades para todos vocês que nos acompanham!

Bom, hoje é dia de falarmos das lendas, dos itans dos orixás, certo? Vamos cconhecer sim a mais um lindo itan, só que de um  diferente...

Estava eu pesquisando videos no youtube e fui direcionada a essa linda animação, do canal Brasil Cultura, falando sobre a dança de Oxum.

O trabalho é muito lindo, acabei me apaixonando por ele!

Dê uma olhada na animação e me fala se não é a forma mais fofa de conhecer uma das histórias de Oxum...?



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Iroko castiga a mãe que não lhe dá o filho prometido

No começo dos tempos, a primeira árvore plantada foi Irôco, mais antiga que o mogno, o pé de obi e o algodoeiro. 

Na mais velha das árvores de Irôco, morava seu espírito. E o espírito de Irôco era capaz de muitas mágicas e magias. Irôco assombrava todo mundo, assim se divertia. 

À noite saía com uma tocha na mão, assustando os caçadores. Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco. Fazia muitas mágicas, para o bem e para o mal. Todos temiam Irôco e seus poderes e quem o olhasse de frente enlouquecia até a morte.

Numa certa época, nenhuma das mulheres da aldeia engravidava. Já não havia crianças pequenas no povoado e todos estavam desesperados. Foi então que as mulheres tiveram a idéia de recorrer aos mágicos poderes de Irôco. 

Juntaram-se em círculo ao redor da árvore sagrada, tendo o cuidado de manter as costas voltadas para o tronco. Não ousavam olhar para a grande planta face a face. 

Suplicaram a Irôco, pediram a ele que lhes desse filhos. Ele quis logo saber o que teria em troca. As mulheres eram, em sua maioria, esposas de lavradores e prometeram a Iroko milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. 

Cada uma prometia o que o marido tinha para dar. Uma das suplicantes, chamada Olurombi, era a mulher do entalhador e seu marido não tinha nada daquilo para oferecer. Olurombi não sabia o que fazer e, no desespero, prometeu dar a Irôco o primeiro filho que tivesse.

Nove meses depois a aldeia alegrou-se com o choro de muitos recém-nascidos. As jovens mães, felizes e gratas, foram levar a Irôco suas prendas. 

Em torno do tronco de Irôco depositaram suas oferendas. Assim Irôco recebeu milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. Olurombi contou toda a história ao marido, mas não pôde cumprir sua promessa. Ela e o marido apegaram-se demais ao menino prometido. 

No dia da oferenda, Olurombi ficou de longe, segurando nos braços trêmulos, temerosa, o filhinho tão querido. E o tempo passou. Olurombi mantinha a criança longe da árvore e, assim, o menino crescia forte e sadio. Mas um belo dia, passava Olurombi pelas imediações do Irôco, entretida que estava, vindo do mercado, quando, no meio da estrada, bem na sua frente, saltou o temível espírito da árvore. Disse Irôco: 

- Tu me prometeste o menino e não cumpriste a palavra dada. Transformo-te então num pássaro, para que vivas sempre aprisionada em minha copa. 

E transformou Olurombi num pássaro e ele voou para a copa de Irôco para ali viver para sempre.

Olurombi nunca voltou para casa, e o entalhador a procurou, em vão, por toda parte. Ele mantinha o menino em casa, longe de todos. 

Todos os que passavam perto da árvore ouviam um pássaro que cantava, dizendo o nome de cada oferenda feita a Irôco. Até que um dia, quando o artesão passava perto dali, ele próprio escutou o tal pássaro, que cantava assim: 

- Uma prometeu milho e deu o milho; Outra prometeu inhame e trouxe inhames; Uma prometeu frutas e entregou as frutas; Outra deu o cabrito e outra, o carneiro, sempre conforme a promessa que foi feita. Só quem prometeu a criança não cumpriu o prometido.

Ouvindo o relato de uma história que julgava esquecida, o marido de Olurombi entendeu tudo imediatamente. Sim, só podia ser Olurombi, enfeitiçada por Irôco. Ele tinha que salvar sua mulher! Mas como, se amava tanto seu pequeno filho?

Ele pensou e pensou e teve uma grande idéia. Foi à floresta, escolheu a mais bela lenha de Irôco, levou-o para casa e começou a entalhar. 

Da madeira entalhada fez uma cópia do rebento, o mais perfeito boneco que jamais havia esculpido.

O fez com os doces traços do filho, sempre alegre, sempre sorridente. Depois poliu e pintou o boneco com esmero, preparando-o com a água perfumada das ervas sagradas. 

Vestiu a figura de pau com as melhores roupas do menino e a enfeitou com ricas jóias de família e raros adornos. Quando pronto, ele levou o menino de pau a Irôco e o depositou aos pés da árvore sagrada. 

Irôco gostou muito do presente. Era o menino que ele tanto esperava! E o menino sorria sempre, sua expressão, de alegria.

Irôco apreciou sobremaneira o fato de que ele jamais se assustava quando seus olhos se cruzavam. Não fugia dele como os demais mortais, não gritava de pavor e nem lhe dava as costas, com medo de o olhar de frente. Irôco estava feliz.

Embalando a criança, seu pequeno menino de pau, batia ritmadamente com os pés no solo e cantava animadamente. Tendo sido paga, enfim, a antiga promessa, Irôco devolveu a Olurombi a forma de mulher. 

Aliviada e feliz, ela voltou para casa, voltou para o marido artesão e para o filho, já crescido e enfim libertado da promessa. Alguns dias depois, os três levaram para Irôco muitas oferendas. 

Levaram ebós de milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros, laços de tecido de estampas coloridas para adornar o tronco da árvore. Eram presentes oferecidos por todos os membros da aldeia, felizes e contentes com o retorno de Olurombi. Até hoje todos levam oferendas a Irôco. Porque Irôco dá o que as pessoas pedem. E todos dão para Irôco o prometido.